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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Coff Coff - Xarope caseiro para a tosse seca

Coff Coffffffffffffffffffff

Hoje o Camomila Limão celebra 2 anos de vida!

Contudo, no fim-de-semana não houve tempo para grandes incursões culinárias...

Todos os anos, por esta altura, é inevitável a visita da "tosse seca" lá por casa! Quem não desespera com "ataques" de tosse seca, irritante, que não deixa ninguém dormir nem descansar?

Há muitos anos que utilizamos um xarope caseiro verdadeiramente milagroso!

A receita foi transmitida ao meu pai por um médico amigo da família e é um verdadeiro "milagre" na luta contra a tosse seca!

Estas plantas têm propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e descongestionantes sendo, por isso, especialmente eficazes no tratamento da tosse seca.

É uma receita muito simples e rápida de fazer! 

Quando o xarope estiver frio, podem adicionar vinho do porto que servirá de conservante natural. Contudo, devem guardá-lo no frigorífico durante 1 mês.

Por experiência própria, a tosse costuma melhorar ao fim de 3 ou 4 dias de toma e desaparece em poucos dias.

Podem comprar todos os ingredientes em qualquer loja de produtos naturais/dietéticos (por exemplo, Celeiro, Terra Pura, ou em qualquer outra) e nas áreas vida/produtos dietéticos de alguns hipermercados.

Quando fotografei a receita, apercebi-me que tinha utilizado todo o cipreste na elaboração das (várias) doses de xarope e, por isso, já não tinha cipreste para fotografar... ficaram apenas registadas as folhas de eucalipto, a rama de pinheiro bravo, as malvas, as tanchagens, o açúcar branco e o vinho do porto.

Ingredientes
500 ml de água
2 colheres de sopa cheias de folha de eucalipto
2 colheres de sopa cheias de rama de pinheiro bravo
2 colheres de sopa cheias de malvas
2 colheres de sopa cheias de cipreste adulto
3 colheres de sopa cheias de tanchagem
750 g de açúcar branco
3 chávenas de café (expresso) de vinho do porto (opcional)

Colocar a água num tacho e levar ao lume alto até ferver.

Adicionar as plantas raladas e deixar cozer, em lume baixo, durante 10 minutos.

Retirar do lume e coar.

Adicionar o açúcar à mistura de ervas coada e levar, novamente, a lume médio até ficar xaroposo (com uma textura mais "grossa" que o chá mas sem fazer fio).

Colocar o xarope num frasco e deixar arrefecer.

Assim que estiver frio, podem adicionar o vinho do porto.

Guardar no frigorífico e tomar 2 colheres de sopa do xarope, de 2 horas em 2 horas.




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Abacate recheado e as dicas para cozer - e descascar - ovos na perfeição

Há dias em que o tempo e a disposição para preparar um jantar saudável e cheio de pinta é praticamente nula. Assim, receitas de fácil e rápida execução são sempre ótimas aliadas nestas alturas.

Esta pasta de abacate é um exemplo de que é possível preparar, em menos de 13 minutos, uma refeição saudável e cheia de sabor! Pode ser servida como refeição mais leve ou como entrada.

Se ainda não tiveram oportunidade de experimentar microvegetais, não deixem de visitar o site da  Life in a Bag: mais um projeto 100% português, 100% "verde" e cheio de qualidade que permite que seja possível ter uma hortinha dentro de casa cultivando os nossos próprios vegetais e ervas aromáticas biológicos.

Aproveito também para deixar umas dicas “preciosas” que nos permitem cozer e descascar ovos na perfeição!

Para cozer ovos na perfeição só precisamos de seguir os seguintes passos:

1. O ovo tem de estar à temperatura ambiente. Se guardarem os ovos no frigorífico, devem retirar os ovos do frigorífico meia hora antes da utilização;

2. Colocar o ovo num tacho e cobrir com água fria de modo a que o ovo fique cerca de 2 cm abaixo da superfície;

3. Levar ao lume e, assim que a água levantar fervura, deixar cozer, em lume baixo, durante 12 minutos.

Para descascar o ovo rapidamente, basta colocar o ovo numa taça com água gelada, durante breves segundos, e a casca sairá sem dificuldade.

Se utilizarem ovos bem frescos, podem adicionar uma colher de café de bicarbonato de sódio aquando da cozedura para ajudar a descascar.

Ingredientes
1 ovo
1 abacate bem maduro
1 limão pequeno
4 delícias do mar
1 iogurte natural sem açúcar
sal q.b.
pimenta rosa q.b.
microvegetais de mostarda Life in Bag q.b.
azeite q.b.

Colocar o ovo num tacho e cobrir com água fria. 

Levar a lume alto até ferver e deixar cozinhar, em lume baixo, durante 12 minutos.

Retirar do lume, passar o ovo por água fria e descascar.

Cortar o abacate ao meio e retirar o caroço.

Com ajuda de uma colher, retirar a polpa do abacate e colocar numa taça.

Adicionar o sumo do limão, o ovo cozido, as delícias do mar e o iogurte natural.

Com ajuda de um garfo, “esmagar” todos os ingredientes até obter uma basta homogénea mas com textura.

Temperar com sal e pimenta rosa moída na hora.

Dividir a pasta de abacate pelas duas metades do abacate.

Antes de servir, terminar com microvegetais de mostarda e temperar com um fio de azeite e grãos de pimenta rosa a gosto.






sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A festa do 1.º aniversário do meu pequeno Príncipe - uma festa DIY e todas as dicas de organização

No passado dia 26 de setembro, o pequeno FM completou o seu primeiro ano de vida.

O momento tinha de ser, devidamente, comemorado com familiares e amigos próximos.

Para assinalar a data, organizei um "lanchinho-jantar" no nosso jardim.

O principal segredo para que qualquer festa/evento corra bem é, na minha opinião e experiência, efetuar uma organização cuidada, detalhada e muito pormenorizada para que no dia não falte nada nem sejamos confrontados com situações "surpresa".

1. Tema da festa 

A temática foi definida, de comum acordo com o pai, um mês antes do grande dia - "FM - o pequeno Príncipe" .

Queríamos uma festa simples, elegante, descontraída e cheia de charme aproveitando os últimos dias de sol e calor.

Como não sou fã - nestas idades - de festas particularmente coloridas, optei por cores suaves (branco, pastel, dourado, prateado e azul claro) para toda a decoração.

O elemento central foi o monograma do FM desenhado pela minha mãe aquando do nascimento do petiz.

A coroa dourada mereceu o devido destaque e todas as crianças tiveram direito a uma coroa feita pela minha mãe em vez dos "tradicionais chapéus de festa". 

O BOLO, cupcakes e sobremesas personalizadas, assim como apontamentos alusivos ao tema foram os meus principais aliados neste dia.

2. Local da Festa

Aproveitámos o nosso jardim - e o bom tempo que ainda se faz sentir nesta altura do ano - para receber os nossos familiares e amigos e passar um final de tarde agradável.

Para mim, sempre que o espaço o permita, optarei por receber os amigos e familiares em casa pois não há ambiente mais acolhedor e intimista!

3. Decoração do local 

A decoração do espaço queria-se simples, elegante e descontraída: limonium, coroas imperiais e verdura embelezaram as várias mesas exteriores e a decoração da nossa sala.

Os pompons azuis e brancos feitos à mão pela minha mãe, juntamente com os balões brancos e transparentes, ajudaram a criar um ambiente festivo infantil.

O pormenor dos laços de cetim azul nas colheres de sobremesa ajudou a conferir cor, elegância e coerência ao ambiente festivo.

Dias antes da festa, escolhi as peças de família que fazia questão de utilizar (v.g. toalhas de linho bordadas à mão, salvas de prata), assim como as restantes peças de decoração e serviço a utilizar.

O meu primo Gonçalo surpreendeu o FM com um presente original e cheio de significado: um "1" em madeira, feito à mão por ele, exatamente da altura do pequeno FM que mereceu o devido destaque ao pé da mesa do bolo!!

4. Livro de honra e lembrança para os convidados

Queria que o FM ficasse com uma recordação, para a vida, do primeiro ano de vida.

Lembrei-me de fazer um livro de honra com as fotografias representativas dos marcos deste primeiro ano de vida onde os convidados deixaram uma mensagem simpática para mais tarde recordar.

Não sendo fã dos tradicionais "sacos com guloseimas" nem de "chocolates personalizados", presenteei os convidados com uma lembrança eterna (e útil!): um separador/marcador de livros alusivo ao primeiro aniversário do bebé concebido, tal como o livro de honra, pela jovem designer Patrícia Picas.

5. Doces, salgados, bebidas e O BOLO

Por uma mera questão de tempo, não conseguia "segurar todas as pontas da festa".

A atitude mais sensata (e segura!) era entregar a confeção do bolo, dos cupckaes e bolachas personalizadas às mãos habilidosas da querida Margarida Abecassis que já nos tinha deliciado com o maravilhoso bolo do batizado do FM.

Eu fiquei com a confeção dos restantes elementos doces, salgados e bebidas da festa, sem faltar a já tão afamada sangria de vinho branco perfumada com sálvia da autoria do meu irmão!

A reportagem fotográfica foi dividida entre mim e as fotógrafas TOP primas Patrícia Soares e Nádia Campos a quem deixo aqui o nosso muito obrigada!

Aqui fica a "ementa" do lanchinho-ajantarado (para 55 adultos) para que possam tirar ideias para próximas ocasiões.

Salgados
Empadas de aves
Tarte de salmão com espinafres
Tarte de espinafres com requeijão
Tarteletes de queijo chèvre com mel de rosmaninho e alecrim
Cogumelos paris gratinados recheados com alheira
Rolinhos de queijo e fiambre
Fatias de perú assadas em forno a lenha
Queijos e requeijão caseiros
Presunto pata negra
Pão caseiro, tostas, grissinos
Doces caseiros de abóbora, de cereja, ginja e pêssego feitos pela minha mãe e o meu doce de morango com laranja moscatel e hortelã

Doces
Shots de mousse de chocolate preto
Mousse de chocolate com laranja
Mousse de chocolate branco Príncipe FM
Mousse de lima e manjericão
Mousse de maracujá crocante
Cheesecake de limão e lavanda
Gelatina de ananás
Tarte de chocolate preto com figos perfumada com citrinos
Trouxas da Quinta de São Francisco
Brigadeiros
Beijinhos de limão
Suspiros FM
Quadradinhos de limão e côco com glacê real
Cubos de açúcar FM
Cakepops de chocolate de leite
Cakepops de brigadeiro
Bolachas Príncipe FM
Cupcakes Príncipe FM
e
O BOLO PRÍNCIPE FM

Bebidas
Sangria de vinho branco perfumada com salvia
Limonada perfumada com lúcia-lima
Infusão gelada de maçã e mirtilo
Tisana de citrinos gelada perfumada com especiarias
Água com frutos vermelhos e especiarias
Vinho branco e vinho tinto
Cerveja
Água com gás
Champanhe

(Pompons brancos e azuis, feitos à mão pela minha mãe, decoraram o jardim)

(A Coroa do FM, com o monograma em relevo, feita à mão pela minha mãe)

(Um dos arranjos que decorou a nossa sala)


(Pormenor dos laços em cetim azul que coloquei nas colheres de sobremesa)

(O Famoso "1" em madeira, presente feito à mão pelo primo Gonçalo)

(Sangria de vinho branco com salvia, chá gelado de maçã e mirtilo, tisana de citrinos gelada perfumada com especiarias)

(Limonada perfumada com lúcia-lima)


(Rolinhos de queijo e fiambre com o pormenor do laço em seda azul que coloquei em cada um)

 (Tarte de chocolate preto com figos pingo mel e raspa de citrinos)


(Cupcakes FM)





(Marcadores de livros FM)

 (Pormenor do livro de honra)

(2h40, dia 27/9/2015 - de iPhone na mão, últimos pormenores ao final da festa)


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Fermento em pó ou bicarbonato de sódio? As principais dicas sobre levedantes

Hoje vamos fazer magia na cozinha!!

Apesar de já ter falado das principais dicas para obter os bolos perfeitos aqui, em conversa com umas amigas percebi que fazia falta uma explicação sobre levedantes. A pergunta que se impõe é simples:

"Para que os nossos bolos cresçam, devemos utilizar fermento em pó, bicarbonato de sódio ou os dois?"

Vamos descortinar quais as diferenças entre os levedantes comuns.

1. Fermento em pó ou bicabornato de sódio: o que são?

Quer o fermento em pó, quer o bicabornato de sódio são dois produtos químicos utilizados na confeção de bolos, queques, muffins ou biscoitos permitindo que a massa cresça e fique mais leve.

O bicabornato de sódio é um levedante químico. Assim que entra em contacto com algum ácido líquido (iogurte, limão, vinagre, leite etc) liberta, de imediato, dióxido de carbono fazendo com que a massa comece logo a crescer.

Apesar de também libertar um elemento com um sabor desagradável, este será neutralizado pelo ácido que também é libertado. Como tal, é, por regra, utilizado juntamente com outros elementos ácidos (limão, leite, cacau) para permitir a neutralização.

O fermento em pó é um fermento químico composto por uma mistura de bicabornato de sódio, um elemento  ácido (por regra, creme tártaro) e amido. O amido vai absorver a humidade do ar mantendo o bicabornato de sódio e os elementos ácidos separados e secos evitando que o bicarbonato de sódio reaja com o ácido contido na fórmula.

O processo de reação do fermento em pó é "bifásico": numa primeira fase, o bicarbonato de sódio entra em ação; numa segunda fase - por volta dos 60.º C - entrarão em ação os restantes elementos que o integram tornado este processo mais moroso.

O fermento em pó só atinge o seu potencial assim que entra em contacto com o calor do forno. É, por isso, de extrema importância colocar o bolo no forno apenas quando este já está quente (com a temperatura pretendida) e não utilizar ingredientes quentes aquando da confecção da massa (v.g. leite quente) que farão com que o fermento perca a eficácia. Assim, o fermento deve ser sempre o último (dos últimos) ingredientes a incorporar na massa.

2. Quando devemos utilizar cada um destes levedantes?

Por regra, utilizamos bicabornato de sódio em biscoitos, cupcakes, muffins e queques pois pretendemos um levedante que reaja num curto espaço de tempo.

Por sua vez, o fermento em pó é utilizado na confecção de bolos pois o seu tempo de reação é maior e, dado que o tempo de cozedura do bolo é maior, é este o levedante adequado.

Contudo, receitas com cacau em pó - que também é ácido - levam, por regra, os dois elementos, especialmente se for um queque, muffin dado que se pretende um tempo de cozedura mais curto .

3. Temos de respeitar, "à risca" as quantidades indicadas na receita?

SIM!

É da máxima importância respeitar as quantidades indicadas de fermento e/ou de bicarbonato de sódio para atingir bons resultados. 

Caso seja acrescentado fermento em pó em excesso, o bolo vai "baixar" em vez de crescer e ficar leve e fofo: ficará um bolo frágil pois a estrutura interior cresceu em desproporção com os restantes ingredientes e o bolo não conseguirá suportar a totalidade da massa.

Caso seja utilizada uma quantidade mais pequena de levedante, o bolo não irá crescer pois não tem quantidade de gás suficiente para que a massa possa crescer devidamente.

4. Devemos utilizar farinha com fermento ou farinha sem fermento e adicionar fermento em pó?

É sempre preferível utilizar farinha sem fermento e acrescentar, no final, o fermento em pó.

Tal como referido, se utilizamos farinha que já tem fermento incorporado, o fermento começa a reagir de imediato prejudicando o processo de fermentação caso a farinha não seja o último elemento a ser incorporado.

5. Qual a diferença entre o fermento em pó e o fermento de padeiro/biológico?

O fermento em pó e o fermento de padeiro são dois fermentos responsáveis pelo processo de fermentação das massas fazendo com que estas cresçam.

Ambos podem ser utilizados na confeção de pão/brioches mas a constituição e processo de fermentação de ambos é diferentes.

O fermento de padeiro (fermento biológico) é um micróbio vivo - levedura Saccharomyces cerevisae - responsável pelo crescimento da massa do pão. Este micróbio foi identificado, no século XIX, por Pasteur como sendo o elemento responsável pelo crescimento do pão.

O fermento de padeiro não pode ser utilizado numa massa que seja colocada, de imediato no forno pois a temperatura elevada do forno matará os microorganismos e a massa não crescerá. Como tal, sempre que utilizamos fermento de padeiro, há necessidade de a massa levedar, isto é, ser deixada a repousar no exterior por um período de tempo não inferior a  1 hora, antes de ser colocada no forno.

Assim que adicionarmos o fermento de padeiro à massa à temperatura ambiente, os microorganismos começam a entrar em ação e, alimentando-se dos açúcares presentes na farinha, irão conferir o sabor e textura do pão assim como, através da libertação de dióxido de carbono, permitir que a massa cresça. Quando o fermento começa a libertar o dióxido de carbono, a massa vai expandindo o seu volume e, como tal, aumentando. É, por isso, o fermento ideal para a confeção de pão, brioches, coroas de fruto/chocolate e de toda a padaria "francesa".

Por sua vez, o fermento de padeiro NÃO PODE ser batido (nem à mão, nem numa batedeira) sob pena de matarmos as leveduras presentes no mesmo e, assim, impedir que a massa cresça.

O fermento de padeiro deve ser guardado no frigorífico ou num local fresco (com uma temperatura entre 1.º C e 8.º C) até ao momento em que será utilizado.

A forma adequada de utilização do fermento de padeiro é a dissolução do mesmo em metade da água a utilizar na receita adicionando-o, de seguida, na massa até ficar devidamente incorporado.

Contrariamente ao fermento de padeiro, o fermento em pó é um fermento químico que não possui leveduras. Tal como referi inicialmente, o fermento em pó permitirá que a massa cresça assim que esta for colocada no forno e, entrando em contacto com o calor, produza dióxido de carbono que, expandindo-se, aumentará o volume da massa. É o fermento indicado para a confeção de bolos e bolachas.

Enquanto o processo de fermentação do fermento em pó acontece após a introdução da massa no forno, o processo de fermentação utilizando fermento de padeiro inicia-se antes da massa ser colocada no forno. Como tal, a massa tem de descansar para levedar no exterior antes de ser introduzida no forno.

Contrariamente ao fermento de padeiro, o fermento em pó não deve ser guardado num ambiente frio mas sim num ambiente seco e sem humidade.

5. Como sabemos se o fermento em pó ainda está dentro da validade/apto a ser utilizado?

Contrariamente ao bicarbonato de sódio que tem uma validade, praticamente, indeterminada, o fermento (em pó e de padeiro/biológico) tem um prazo de validade relativamente curto (alguns meses).

Para sabermos se o fermento ainda está apto a ser utilizado basta aquecer um copo com água e dissolver uma colher de chá de fermento. Se a água não começar a borbulhar, significa que o fermento perdeu as suas qualidades e, como tal, não deverá ser utilizado na confecção do bolo.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Que qualidade de cebola devemos utilizar para confecionar cada prato?

Desengane-se quem pensa que as cebolas são todas iguais!

Para cada prato, há uma qualidade de cebola mais adequada.

Deparei-me com esta imagem partilhada pelo blog Dicas da Lea e não resisti em partilhar também!

Aqui ficam todas as dicas sobre as utilizações mais comuns das várias qualidades de cebola!

Cebola doce: boa para fritar. É especialmente indicada para fazer gratinados e vegetais assados.

Cebola roxa: boa para comer crua. O sabor adocicado da cebola roxa faz com que seja a qualidade adequada para utilizar em saladas, sandes ou para fazer guacamole.

Há estudos que apontam a cebola roxa como sendo a qualidade de cebola mais saudável por possuir antocianinas ajudando a prevenir os valores elevados de colesterol e trigliceridos.

Cebola branca: boa para molhos e aperitivos. Esta qualidade de cebola tem um sabor muito intenso e, como tal, é especialmente indicada para fazer molhos, chutneys e refogados nos quais pretendamos sentir o aroma da cebola.

Cebola amarela: a cebola "tradicional" e mais versátil de todas! Tal como a cebola branca, a cebola amarela tem um sabor muito intenso e ácido sendo especialmente indicada para assados, refogados, molhos, sopas e ensopados. Pode ser utilizada crua, cozida, picada, em rodelas sempre que se pretenda acentuar o aroma da cebola.

Chalota: boa para compotas e pratos suaves. Esta é a qualidade de cebola com um sabor mais adocicado, mais suave e com baixo teor de acidez. É especialmente indicada para fazer vinagretes, guarnições e omeletes ou para qualquer prato elegante e requintado.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Os 9 meses dizem "Olá" ao peixe e ao ovo - a diversificação alimentar do bebé e o primeiro creme de salmão com espinafres

Os 9 meses são uma nova etapa na diversificação alimentar do bebé.

Depois da introdução dos sólidos aos 4 meses (ver, em detalhe, toda a informação sobre a diversificação alimentar aos 4 meses aqui ) e da introdução do glúten e dos iogurtes aos 6 meses (ver, em detalhe, toda a informação sobre a diversificação alimentar a partir dos 6 meses aqui), a partir de agora o FM vai comer peixe uma vez por dia e um (1) ovo por semana.

Na consulta dos 9 meses, a melhor pediatra do mundo e arredores, a querida P., deu luz verde ao peixe, ao ovo e às leguminosas (em bom rigor, as leguminosas seriam introduzidas aos 10 meses; contudo, como a P. disse "Se disser a um brasileiro que só dá feijão ao bebé aos 10 meses sou crucificada! Por isso, com cautela para ver se não há qualquer reação alimentar, podemos  começar a introduzir depois dos 6 meses." Assim o fui fazendo).

Aqui ficam todas as dicas alimentares resultantes da consulta dos 9 meses:

1. Peixe

Aos nove (9) meses, o bebé deve comer uma refeição com carne (almoço/jantar) e outra refeição com peixe (jantar/almoço) - aproximadamente 50 g de peixe ou 50 g de carne por dia.

O peixe deve ser (o mais) fresco (possível) podendo, sem problema, ser utilizado peixe congelado.

Peixe seco, fumado ou em conserva não é permitido na alimentação do bebé.

Se há 30 anos os nossos pais começavam a introdução do peixe com a pescada por ser, supostamente, o peixe que menos reação alérgica podia causar, hoje é considerado um dos peixes com maior potencial alergénico.

A introdução do peixe deve ser feita começando com salmão, depois o atum (fresco e não em conserva!), robalo, dourada, linguado e, apenas por fim, a maruca e a pescada.

2. Ovo

O ovo é servido ao bebé sempre na versão cozida.

Se há uns anos o ovo demorava 10 dias a ser introduzido, totalmente, na alimentação do bebé, atualmente a introdução do mesmo é mais célere.

A primeira parte do ovo a introduzir na alimentação é a gema por ter um risco alergénico menor.

Devemos começar por oferecer ao bebé 1/4 de gema bem cozida, esmagada, por dia e aumentar, progressivamente, até comer 1 gema cozida completa.

Caso o bebé não apresente qualquer reação alérgica, introduzimos a clara de ovo cozida esmagada.

Se o bebé não apresentar qualquer intolerância alimentar ao ovo, pode comer um (1) ovo cozido por semana.

3. Leguminosas

Teoricamente, as leguminosas (grão, feijão, feijão verde, favas, lentilhas, ervilhas - quer o grão, quer a vagem, etc) devem ser introduzidas a partir dos 10 meses.

Contudo, a partir dos 6 meses, podemos começar a introduzir as leguminosas, progressivamente.

Na verdade, aos 7 meses, fui inserindo feijão verde e ervilhas na sopa do FM e não houve qualquer problema.

Tal como os restantes alimentos, devemos ter o cuidado de introduzir um alimento novo de 2 em 2 dias para que consigamos perceber se existe alguma reação ao novo alimento.

A proporção de leguminosas a oferecer ao bebé é, aproximadamente, 1 colher de sopa de leguminosas por refeição.

4. Cálcio

Este último ponto não é, propriamente, uma novidade mas sim uma "atualização" na alimentação do FM.

O FM não faz a digestão do iogurte.

Experimentámos todas as marcas de iogurtes naturais feitos com leite de transição e a reação foi sempre a mesma: bolsou o iogurte "coalhado".

Como não é um bebé "amante" de leite e necessita de 250 mg de cálcio por dia, o leite que ingere não fornece a dose diária de cálcio necessária ao bom desenvolvimento.

Compenso com outros alimentos e com leite na papa do lanche: a papa de aveia que o FM come ao lanche (ver receita aqui) passou a ser feita com leite de transição e não apenas com água ou com sumo de laranja.

Contrariamente ao que muitas vezes pensamos, os lacticínios NÃO SÃO a única fonte de cálcio.

 Por isso, o facto de alguém não ingerir leite, iogurtes ou queijo não significa que tenha um défice deste mineral. Na verdade, há imensas fontes de cálcio. Vejam, a título de exemplo, a tabela que se segue:



Por fim, os brócolos e os espinafres são também uma ótima fonte de cálcio e, no nosso caso, passarão a ter uma presença ainda mais recorrente na sopa do bebé. 

Aqui fica a receita da primeira sopa de peixe do FM: creme de salmão com espinafres.

Ingredientes
1 batata média
1 cebola média
1 cenoura média
1 dente de alho
2 colher de sopa de folhas de espinafres biológicos
1 lombo de salmão sem espinhas (cerca de 100 g)
água q.b.  (ou a quantidade suficiente para que os legumes fiquem cobertos)
azeite q.b.

Colocar água num tacho e levar ao lume até ferver.

Descascar a batata, a cebola, a cebola e o dente de alho.

Lavar os legumes em água corrente e partir em pequenos pedaços.

Adicionar os legumes, o peixe e deixar cozer, em lume brando, durante 20 minutos.

Retirar do lume e triturar no liquidificador.

Antes de servir, adicionar um fio de azeite em cru.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Como fazer os melhores ovos mexidos do mundo! E a receita de ovos mexidos com cogumelos frescos e cebolinho biológico

Há dias em que a paciência, tempo e vontade para preparar o jantar, depois de um dia de trabalho, são praticamente inexistentes...
Por isso, qualquer refeição super rápida, saudável e saborosa é o ideal para estas ocasiões.
Como os ovos caseiros abundam lá por casa, decidi aproveitar os meus primeiros cogumelos e fazer uma refeição cheia de sabor.

Cozinho os ovos mexidos sem leite ou natas: apenas ovos caseiros temperados com sal, pimenta preta moída na hora e uma pequena noz de manteiga.

Tal como a maioria dos "comuns mortais", inicialmente cometia todos os "erros" quando cozinhava ovos mexidos!

Batia, vigorosamente, os ovos antes de os colocar na frigideira; temperava os ovos, previamente, com sal e pimenta e cometia o erro fatal de apenas retirar os ovos do lume quando estavam completamente cozinhados!

Os ovos ficavam sem graça nenhuma, não ficavam cremosos nem fofos... um "atentado" aos ovos mexidos!

Estive imenso tempo sem fazer ovos mexidos até que fui aprendendo alguns truques e dicas que fizeram TODA a diferença!

Agora consigo cozinhar ovos mexidos como deve ser: cremosos, fofos, cheios de sabor e de pinta!

Aqui ficam as 8 dicas que passei, religiosamente, a adotar e que me permitem obter os melhores ovos mexidos do mundo!

1. Utilizar ovos caseiros-biológicos
para que o resultado seja absolutamente perfeito.

2. Utilizar uma boa frigideira antiaderente
para que possamos apenas utilizar uma pequena noz de manteiga. Há quem prefira cozinhar os ovos mexidos numa panela pequena (ovos à inglesa) porque distribui melhor o calor. Contudo, confesso que não achei que o resultado final fosse realmente diferente.

3. Não bater os ovos
para não ficarem com uma textura líquida/aguada: devemos apenas mexer com uma espátula até obter uma mistura homogêna.

4. Utilizar 3 gemas para cada 2 claras
aprendi com o Chef Avillez!!! Como as gemas coagulam a uma temperatura mais elevada que as claras, se parármos de cozinhar quando as claras já estão coaguladas, conseguiremos obter ovos ainda mais cremosos.

5. Temperar os ovos mexidos com sal e pimenta APENAS depois de estarem cozinhados
para, mais uma vez, não ficarem líquidos.

6. Colocar os ovos na frigideira ainda fria
e deixar cozinhar em lume médio (tal como aprendi com Gordon Ramsey).

7. Os ovos devem ser retirados do lume quando começam a ter um aspecto cozinhado
- pequenos montinhos de ovos - mas ainda apresentam uma textura brilhante. Assim que são retirados do lume, continuarão a cozinhar com o calor da frigideira e, assim, conseguiremos ovos mexidos com uma textura aveluada e fantástica (Obrigada, Jamie Oliver, pela dica fabulosa!).

8. Os grandes Chefs servem os ovos mexidos em pratos quentes
para que não fiquem frios rapidamente! Uma dica que faz toda a diferença!

A receita que se segue é uma variação dos ovos mexidos simples: como foi o nosso jantar, decidi adicionar cogumelos e cebolinho para ficar uma refeição mais rica.

Para quem é amante de cogumelos, a Gumelo tem um leque de opções para que possamos cultivar, em nossa casa, os nossos cogumelos.  
A minha primeira "cultura" não correu muito bem pois ficaram muito secos, impróprios para consumo.

Contudo, experimentei novamente e correu lindamente. Apesar de terem um aspecto mais "seco" quando estavam prontos a colher, bastou colocá-los em água tépida durante breves minutos para que ficassem hidratados e com bom aspeto.

Ingredientes
6 ovos biológicos (2 claras + 3 gemas por pessoa)
1 noz de manteiga
cogumelos pleurotus ostreatus Eco Gumelo q.b.
flor de sal q.b.
pimenta preta  q.b.
cebolinho  q.b.
Partir os ovos para uma taça.
Com ajuda de uma espátula, misturar (e não bater!)  os ovos até obter uma mistura homogénea.
Colocar os ovos numa frigideira antiaderente, juntamente com uma pequena noz de manteiga, e levar a lume médio.

Adicionar os cogumelos e deixar cozinhar, lentamente.
Assim que os ovos começarem a borbulhar, mexer os ovos com ajuda de uma espátula.
Quando os ovos tiverem um aspecto praticamente cozinhado e ainda brilhante, retirar do lume e colocar numa travessa para servir.

Temperar com flor de sal, pimenta preta moída na hora e cebolinho fresco picado.


terça-feira, 26 de maio de 2015

Arroz de tomilho

Na sequência da receita de salada de coelho assado com salva, tomilho e alecrim (ver receita aqui), hoje partilho a receita do arroz de tomilho que servi como acompanhamento.

É uma receita muito saudável, leve e cheia de sabor!

Pode ser utilizada como acompanhamento de variadíssimos pratos. Este arroz tem a particularidade de ser muito versátil podendo ser servido quente ou frio.

Aproveitando a publicação desta receita de arroz, o que dizer do mito de mexer ou não mexer o arroz?

Meus caros, tenho muito pena de, provavelmente os desiludir: há teorias para ambos lados! Por isso, ambas formas de cozinhar o arroz estão - tendencialmente - corretas.

Os seguidores da escola ibérica, defenderão que o arroz jamais deve ser mexido enquanto está a cozinhar.

Por sua vez, quem seguir a escola italiana, seguramente sustentará a resposta contrária e, como tal, que o arroz deve ser mexido enquanto se cozinha.

Qual o resultado final de ambas teorias?

Se quiserem obter um risotto, devem mexer o arroz durante os 20 minutos em que este está a cozinhar. Seguidamente, adicionarão manteiga e queijo obtendo um arroz "italiano", cremoso.

Nós - assim como os espanhóis - temos a tradição de cozinhar o arroz até ao fim, sem que seja mexido, podendo adicionar legumes, especiarias, carne ou peixe ao mesmo.

Por isso, dependendo do resultado final que pretendem, devem optar por técnicas diversas.

Ingredientes
4 chávenas de água quente
sal q.b.
2 dentes de alho inteiros
2 chávenas de arroz vaporizado
1 ramo de tomilho fresco

Colocar a água num tacho, juntamente com dois dentes de alho inteiros, e deixar ferver.

Adicionar o sal, o arroz e o tomilho fresco e deixar cozinhar 15 minutos ou até o arroz estar al dente.

Antes de servir, retirar os dentes de alho e polvilhar com tomilho fresco.


sábado, 9 de maio de 2015

Primeiros dentes do bebé: como aliviar o desconforto causado pelo nascimento dos primeiros dentes

Aos 7 meses, o primeiro dente do príncipe FM decidiu nascer - canino inferior direito!

Estes dias têm sido especialmente complicados: o príncipe tem estado com febre, "rabugento" e, como tal, com um "feitio" peculiar. Não quer colo, não quer brincar com nada, não quer comer, dormir, passear...

Por isso, este fim-de-semana não há tempo para grandes incursões pela cozinha porque tenho um bebé que precisa de muito mimo extra!

Aqui ficam as dicas "caseiras" que nos têm ajudado a atenuar o desconforto causado pelo nascimento dos primeiros dentes.

1. Massajar a gengiva do bebé: SE o bebé deixar (o FM nem sempre tolera a massagem), podemos fazer uma pequena massagem na gengiva com a ponta dos dedos aplicando um creme específico para aliviar a dor causada pelo nascimento dos primeiros dentes.

2. Oferecer uma cenoura crua fria - ou palitos de cenoura crua frios - ao bebé para morder! O FM adora e sinto que "alivia" a dor pois consegue morder e ficar menos "queixoso" porque o frio da cenoura crua alivia a dor.

3. Oferecer brinquedos frios ao bebé: a girafa Sophie tem sido a melhor amiga do FM nos últimos meses! Estes dias, têm sido A grande amiga dele revelando-se inseparável do bebé! Coloco-a no frigorífico para ficar fria e, assim, tentar acalmar a dor causada pelo nascimento dos primeiros dentes. O FM não gosta dos tradicionais brinquedos "mordedores"; contudo, para alguns bebés podem ser uma boa solução nestas alturas.

4. Oferecer chá de camomila ao bebé dado que as propriedades calmantes deste chá são um forte aliado contra o desconforto causado pelo nascimento dos primeiros dentes.

5. Por fim - e talvez a "dica" mais importante e valiosa - dar uma dose extra de mimo ao bebé!


(Kit "Primeiros Dentes" do FM: Girafa Sophie para morder; cenoura crua fria para morder; chá de camomila para beber)

quinta-feira, 19 de março de 2015

Tudo sobre pontos de açúcar

Na sequência da receita sobre O bolo mousse de chocolate (ver receita aqui), surgiram várias dúvidas sobre os pontos de açúcar motivando, como tal, um cantinho sobre o assunto.

Com apenas 2 ingredientes (açúcar branco e água ) conseguimos obter as mais variadas texturas para enriquecer, rechear ou decorar os mais diversos pratos culinários.
 
Hoje partilho os pontos de açúcar mais comuns, que andavam dispersos pelo meu evernote, na esperança de ajudar as "almas perdidas" .

Devemos utilizar utensílios de plástico ou madeira uma vez que a calda de açúcar adere "em demasia" aos utensílios de metal. Contudo, aqui fica um "truque" para limpar a panela onde fizemos a calda de açúcar: antes de lavar, levar novamente ao lume para que o açúcar que ficou agarrado derreta bastando, de seguida, passar por água morna.
 
Antes de começar, um aviso à navegação! Há 3 formas de avaliar o ponto de açúcar:
 
i) utilizando um termómetro (medindo a temperatura);
 
ii) utilizando um pesa xaropes (uma espécie de termómetro que mede a densidade da calda de açúcar, graduado em Baumé); e

iii) escumadeira, processo artesanal sendo, por isso, o menos "fiável".
 
A forma mais prática, fácil, segura e completa é, sem dúvida, a avaliação utilizando um termómetro.
 
Doze Pontos de Açúcar
 
1. Calda de Açúcar/ Ponto Fio Fino: ponto de açúcar com 101.º C de temperatura. É especialmente utilizado para fazer xaropes e calda. Se puxarmos o fio com um garfo este desfar-se-á facilmente com água.
 
Proporção: 190 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 101.º C.
 
2. Ponto de Fio Forte: ponto de açúcar com 105.º C de temperatura. É especialmente utilizado para recheiros e geleias. Se colocarmos a calda numa taça com água, constatamos que o fio é mais denso que o fio formado pela calda de açúcar.
 
Proporção: 190 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 105.º C/32.ºB.
 
3. Ponto de Cabelo: ponto de açúcar com 106.° C de temperatura.
 
Proporção: 190 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 106.º C.
 
4. Ponto Pérola: ponto de açúcar com 108.º C de temperatura. Especialmente utilizado para compotas ou recheios.
 
Proporção: 120 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 108.º C, durante cerca 5 minutos. Se colocarmos um pouco do ponto numa taça com água, formar-se-á uma ponta, semelhante a uma pérola.
 
5. Ponto para Calda Base (Simple Syrup): ponto de açúcar com 110.° C de temperatura. É o ponto ideal para fazer o patê à bombe ou o merengue italiano.
 
Proporção: 75 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com água, deixando ferver até atingir a temperatura de 110.º C.
 
6. Ponto Estradaponto de açúcar com 115.º C de temperatura. Ideal para compotas.
 
Proporção: 75 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 115.º C. Se colocarmos um pouco de açúcar em ponto estrada num prato e dividirmos com uma colher ao meio, as duas metades não se irão juntar formando uma "estrada" que deixa ver o fundo.
 
7. Ponto Espelho/ Ponto Espadana: ponto de açúcar com 117.º C de temperatura. É o ponto ideal para preparar baba de camelo ou para cristalizar fruta. Ao escorrer a calda com um garfo cairá em lâminas.
 
Proporção: 60 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 117.º C. Se colocarmos um pouco do ponto num garfo, cairá parecendo lâminas.
 
8. Ponto Bola Mole: ponto de açúcar com 125.º C de temperatura.
 
Proporção: 50 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 125.º C. Se colocarmos um pouco do ponto numa taça com água, formar-se-á uma bola de açúcar maleável.
 
9. Ponto Rebuçado/ Ponto Bola Dura: ponto de açúcar com 129.º C de temperatura. Ideal para espelhar doces.
 
Proporção: 50 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 129.º C. Assim que entra em contacto com água fria, forma um monte duro e quebradiço.
 
10. Ponto Areia: ponto de açúcar com 141.° C de temperatura.
 
Porporção: 50 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 141.º C; assim que atingir a temperatura referida, o açúcar começa a secar nas bordas da panela apresentando uma textura semelhante a areia.
 
11. Ponto Caramelo: ponto de açúcar com 145.º C de temperatura. Utilizado para fazer caramelos.

Proporção: 50 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 145.º C, libertando um cheio a caramelo.
 
12. Ponto Hard-Crack/ Vidrada: ponto de açúcar com 149.º-154.º C de temperatura. Utilizado para fazer a maçã do amor.
 
Proporção: 50 ml de água para 250 g de açúcar.
Preparação: Levar o açúcar ao lume, juntamente com a água, deixando ferver até atingir a temperatura de 149.º-154.º C, cerca de 17 minutos. É preciso ter especial cuidado com este ponto dado que assim que entra em contacto com água parte-se fazendo um ruído semelhante ao de um vidro a estilhaçar.

 
Três tipos de calda de açúcar

1. Calda de açúcar fina: 250 g de açúcar para 500 ml de água (ideal para salada de fruta);

2. Calda de açúcar média: 250 g de açúcar para 250 ml de água (ideal para frutas caramelizadas);

3. Calda de açúcar grossa: 250 g de açúcar para 100 ml (ou menos) de água (ideal para caramelos).


 
(Ninhos de caramelo, dezembro de 2014. Ver receita aqui)


quarta-feira, 11 de março de 2015

O segredo dos bolos perfeitos

Todos nós sonhamos com "o bolo perfeito"!
 
Não é episódio único receber um telefonema de um amigo que me diz "a tua receita parece tão fácil e fiz tudo "direitinho" mas o bolo não ficou igual ao teu...".

Como costumo dizer, o ponto de partida - principalmente nas receiats de pastelaria - é respeitar as quantidades indicadas na receita e os ingredientes mencionados!
 
Esquecer de adicionar manteiga ou fermento acaba por ser "fatal" para o bolo que se pretende confecionar.
 
Hoje partilho as dicas que me parecem "essenciais" para obter um bom resultado final.
 
1) Colocar o bolo no forno APENAS quando tem a temperatura desejada.
 
É da máxima importância pré-aquecer o forno enquanto preparamos a nossa receita. Se estiverem com atenção, começo a receita de bolos com "pré-aquecer o forno"... Se colocarmos o bolo no forno ainda frio, este não vai crescer devidamente.
 
Por sua vez, aquecer o forno depois da massa estar pronta também compromete o resultado final porque o fermento começa a atuar quando a massa está no exterior e assim que a colocarmos no forno o efeito já pode ser passado.
 
Por fim, é muito importante conhecermos o nosso próprio forno pois "cada forno é um forno" e o tempo de cozedura total varia em função do forno.
 
2) Ler a receita até ao fim.

Já não é a primeira vez que estou a tentar perceber o porquê de uma receita não ter funcionado e, no final, apercebo-me que faltou um ingrediente.

Para evitar esses erros, devemos colocar todos os ingredientes na bancada para que não fique nada esquecido.

Por sua vez, as quantidade também têm de ser respeitadas porque 5 g a mais ou a menos fazem toda a diferença nas receitas de pastelaria.

3) Utilizar ingredientes à temperatura ambiente.

Salvo raras exceções (que vêm mencionadas na receita), os ingredientes devem ser utilizados à temperatura ambiente para não comprometerem o resutlado final da receita.

4) Não abrir o forno antes de 15 minutos.

Não devemos abrir o forno antes da massa estar a cozer há 15 minutos para evitar que esta "baixe".

A maioria dos fornos tem luz e, por isso, não há necessidade de estar a abrir o forno para verificar o aspecto do bolo.

5) Trocar ingredientes por ingredientes "parecidos".
 
Utilizar o tipo de farinha errado num bolo pode ser "fatal".
 
Por regra, o leque de farinhas é tão vasto que, numa primeira leitura, podemos pensar que é indifernete.
 
Contudo, utilizar farinha tipo 65 para bolos - quando é a farinha adequada para o pão - vai deixar o bolo elástico em vez de fofo.
 
Por sua vez, se não tivemos atenção ao facto de a farinha conter ou não fermento, podemos fazer com com que o bolo não cresça por não ter adicionado fermento ou obter um bolo que cresceu demasiado porque acrescentámos fermento quando a farinha que utilizámos já continha fermento.
 
6) Bater a massa exaustivamente.
 
Contrariamente ao que muitos possam pensar, a massa do bolo não deve ser muito batida. Na verdade, apenas a mistura de gemas com açúcar  deve ser batida muito bem para que os elementos se misturem devidamente e aumentem de volume.
 
Contudo, a farinha não deve ser batida mas apenas envolvida para não desenvolvermos o glúten da farinha e obtermos um bolo "elástico" em vez de um bolo fofo.
 
Ao bater em demasia a massa podemos potenciar outro problema: apesar do bolo estar com um "ótimo aspeto" dentro do forno, assim que o retiramos "baixa" porque a massa ficou com demasiado ar e o bolo não ficou com estrutura suficiente para consgeuir suportar o seu peso.
 
7) Massa muito líquida ou muito pesada e o "olhómetro".

... vai determinar que o bolo fique "com pé".

Se não adicionarmos farinha suficiente, a massa vai ficar demasiado húmida e a base do bolo fica com o famoso pé.

Se, pelo contrário, adicionarmos farinha em demasia, o bolo vai ficar pesado em vez de fofo.

Por isso, temos de ser especialmente precisos na pesagem da farinha para evitar este erro e deixar para outras ocasiões a técnica do "olhómetro".

8) Usar uma forma qualquer.

Verdade de la palice: se utilizarmos uma forma muito pequena, a massa vai ficar demasiado alta e, como tal, o bolo coze rapidamente por cima e não coze no interior.
 
Por sua vez, se utilizarmos uma forma grande tendo em conta a quantidade de massa, o bolo coze mais rápido do que o tempo indicado na receita e, além de ficar baixo, o risco de queimar é grande se não estivermos muito atentos.
 
Não devemos encher a forma mais de 3/4; se sobrar massa, façam outro bolo mas não caiam no erro de encher em demasia...
 
9) Cozedura em tempo errado.
 
Se o bolo cozer em demasia, além de ficar queimado, vai ficar seco.
 
Por sua vez, se não cozer o tempo suficiente, vai ficar crú ou com pé ou baixa quando sai do forno.
 
A técnica do palito seco é, por isso, uma boa forma de controlar a cozedura do bolo. Devemos apenas ter o cuidado de verificar no centro do bolo e não apenas nas laterais porque o centro demora mais a cozer.
 

quinta-feira, 5 de março de 2015

BÊ A BÁ das gelatinas - 10 dicas essenciais

Como hidratar folhas de gelatina corretamente? Devo usar gelatina em pó ou em folha? Posso usar gelatina de origem vegetal?

são  alguns exemplos de perguntas recorrentes que me têm feito sobre gelatina.
 
A pedido de "várias famílias", hoje partilho as 10 dicas essenciais sobre este tema.
 
BÊ A BÁ das gelatinas
 
1) Podemos dissolver gelatina em água tépida ou quente?

NÃO! Sempre que pretendemos dissolver gelatina (em pó ou em folha) temos de respeitar uma regra de ouro: utilizar água bem fria.
 
Se utilizarmos água tépida ou quente, os grânulos de gelatina vão absorver a água rapidamente impedindo que esta hidrate, devidamente, o interior do grânulo. Este "erro" é especialmente "fatal" quando utilizamos folhas de gelatina porque perdemos grande parte da gelatina na água comprometendo o resultado final da receita.
 
Como tal, especialmente em dias de calor, devemos adicionar 2 ou 3 cubos de gelo na água para garantir que a gelatina é hidratada em água bem fria.
 
2) Podemos ferver gelatina?
 
NUNCA! É totalmente proibido ferver gelatina ou qualquer prato que contenha gelatina dado que esta só consegue atuar até aos 60.º C. Como tal, se estiver em contacto com uma temperatura superior não permite que o prato fique com a consistência desejada.
 
Assim, para garantirmos que a gelatina é eficaz, não a devemos submeter a uma temperatura superior a 35.º C.

3) Podemos hidratar uma embalagem de folhas de gelatina "em bloco"?

NÃO! Para que a gelatina fique, devidamente, hidratada temos de colocar folha a folha na taça com água fria. Se colocarmos mais que 1 folha de gelatina ao mesmo tempo, a água não hidrata devidamente cada folha, indivualmente. Como tal, a gelatina não se dissolverá de forma adequada apresentando pequenos grânulos.

4) Quanto tempo tenho de esperar para poder provar uma sobremesa na qual utilizei gelatina?

Por regra, temos de esperar, no mínimo, 8 horas até a sobremesa estar pronta a consumir.

Idealmente, a sobremesa deve estar no frigorífico 24 horas antes de ser servida para garantir que está, devidamente, "solidificada". Não há qualquer problema em mantê-la no frigorífico mais horas dado que esta não atingirá um grau de solidificação superior.

5) Devemos usar gelatina em pó ou folhas de gelatina?
 
Diria que depende do gosto pessoal de cada um!
 
Pessoalmente prefiro utilizar folhas de gelatina porque a hidratação correta é mais fácil e parece-me que obtenho melhores resultados nos pratos que confeciono.
 
Em termos de "conversão", temos de saber que uma (1) folha de gelatina (6 g) corresponde a 7 gramas de gelatina em pó.
 
6) Como hidratar, corretamente, as folhas de gelatina?
 
Como já expliquei no ponto 1), para que a gelatina fique, devidamente, hidratada temos de utilizar água fria.
 
Coloquem água fria (se necessário adicionem 2 ou 3 pedras de gelo) numa taça.
 
De seguida, coloquem folha a folha (ver ponto 3) dentro da taça e deixem hidratar bem (pelo menos 10 - 15 minutos, dependendo da quantidade de folhas que estão hidratar).
 
Assim que as folhas de gelatina estiverem hidratadas (bem moles), retirar da água e espremer bem, com as mãos, para retirar a água em excesso.
 
Por fim, antes de incorporar as folhas de gelatina hidratadas no preparado que pretendemos, colocar as folhas hidratadas num líquido quente (ver ponto 2) mexendo sempre, sem parar, até que fiquem completamente dissolvidas.

7) Como hidratar, corretamente, gelatina em pó?

Tal como explicado nos pontos 1) e 6), a gelatina em pó deve ser hidratada em água bem fria.

Contudo, contrariamente ao que acontece com a hidratação de folhas de gelatina, a gelatina em pó deve ser hidratada na quantidade de água exacta a utilizar na receita que pretendem fazer. Se, pelo contrário, adicionarem mais água, a receita a confecionar não solidificará devidamente.
 
8) Existe alguma alternativa para quem não pretende utilizar gelatina por ser de origem animal?
 
Sim, o ágar-ágar, isto é, gelatina vegetal extraída das algas marinhas vermelhas.
 
O poder de solidificação do ágar-ágar é 10 vezes superior ao porder de solidificação da gelatina de origem animal.
 
Por sua vez, contrariamente ao que acontece com as receitas confecionadas com gelatina de origem animal, as receitas confecionadas com ágar-ágar não necessitam de solidificar no frigorífico pois este solidifica à temperatura ambiente.
 
O ágar-ágar deve ser utilizado na seguinte proporção: 1 litro de líquido = 10 g de ágar-ágar.
 
O ágar-ágar não é hidratado - contrariamente ao que sucede com a gelatina. A dissolução do ágar-ágar deve ser feita em água quente (com cerca de 90.º C) durante, pelo menos, 3 minutos.
 
Aquando da compra do ágar-ágar, devemos optar pelo ágar-ágar de cor branca e uniforme por ser mais concentrado que os restantes permitindo obter resultados mais próximos da gelatina.
 
9) Existem alimentos que diminuem a eficácia da gelatina?
 
Sim. Se utilizarem gelatina em produtos com em PH menor que 4 (vinho, vinagre, sumos de fruta ácidos) devem utiliar mais 1/3 da gelatina do que a referida na receita que não inclua esses produtos porque a acidez dos mesmos faz com que a gelatina fique sem a sua eficácia total.
 
Também os alimentos que possuem a enzima bromelina (abacaxi, kiwi, melão, mamão e gengibre) diminuem a eficácia da gelatina. Para não comprometer o resultado final, basta aquecer o alimento em causa de forma a que a enzima fique neutralizada.
 
10) Existem alimentos que potenciem a eficácia da gelatina?
 
Sim. Por regra, os produtos lácteos (leite, iogurte, queijos)  e os açúcares (exceto a fructose) potenciam a solidificação do preparado com gelatina deixando a receita mais estruturada.