terça-feira, 9 de junho de 2015

Como fazer os melhores ovos mexidos do mundo! E a receita de ovos mexidos com cogumelos frescos e cebolinho biológico

Há dias em que a paciência, tempo e vontade para preparar o jantar, depois de um dia de trabalho, são praticamente inexistentes...
Por isso, qualquer refeição super rápida, saudável e saborosa é o ideal para estas ocasiões.
Como os ovos caseiros abundam lá por casa, decidi aproveitar os meus primeiros cogumelos e fazer uma refeição cheia de sabor.

Cozinho os ovos mexidos sem leite ou natas: apenas ovos caseiros temperados com sal, pimenta preta moída na hora e uma pequena noz de manteiga.

Tal como a maioria dos "comuns mortais", inicialmente cometia todos os "erros" quando cozinhava ovos mexidos!

Batia, vigorosamente, os ovos antes de os colocar na frigideira; temperava os ovos, previamente, com sal e pimenta e cometia o erro fatal de apenas retirar os ovos do lume quando estavam completamente cozinhados!

Os ovos ficavam sem graça nenhuma, não ficavam cremosos nem fofos... um "atentado" aos ovos mexidos!

Estive imenso tempo sem fazer ovos mexidos até que fui aprendendo alguns truques e dicas que fizeram TODA a diferença!

Agora consigo cozinhar ovos mexidos como deve ser: cremosos, fofos, cheios de sabor e de pinta!

Aqui ficam as 8 dicas que passei, religiosamente, a adotar e que me permitem obter os melhores ovos mexidos do mundo!

1. Utilizar ovos caseiros-biológicos
para que o resultado seja absolutamente perfeito.

2. Utilizar uma boa frigideira antiaderente
para que possamos apenas utilizar uma pequena noz de manteiga. Há quem prefira cozinhar os ovos mexidos numa panela pequena (ovos à inglesa) porque distribui melhor o calor. Contudo, confesso que não achei que o resultado final fosse realmente diferente.

3. Não bater os ovos
para não ficarem com uma textura líquida/aguada: devemos apenas mexer com uma espátula até obter uma mistura homogêna.

4. Utilizar 3 gemas para cada 2 claras
aprendi com o Chef Avillez!!! Como as gemas coagulam a uma temperatura mais elevada que as claras, se parármos de cozinhar quando as claras já estão coaguladas, conseguiremos obter ovos ainda mais cremosos.

5. Temperar os ovos mexidos com sal e pimenta APENAS depois de estarem cozinhados
para, mais uma vez, não ficarem líquidos.

6. Colocar os ovos na frigideira ainda fria
e deixar cozinhar em lume médio (tal como aprendi com Gordon Ramsey).

7. Os ovos devem ser retirados do lume quando começam a ter um aspecto cozinhado
- pequenos montinhos de ovos - mas ainda apresentam uma textura brilhante. Assim que são retirados do lume, continuarão a cozinhar com o calor da frigideira e, assim, conseguiremos ovos mexidos com uma textura aveluada e fantástica (Obrigada, Jamie Oliver, pela dica fabulosa!).

8. Os grandes Chefs servem os ovos mexidos em pratos quentes
para que não fiquem frios rapidamente! Uma dica que faz toda a diferença!

A receita que se segue é uma variação dos ovos mexidos simples: como foi o nosso jantar, decidi adicionar cogumelos e cebolinho para ficar uma refeição mais rica.

Para quem é amante de cogumelos, a Gumelo tem um leque de opções para que possamos cultivar, em nossa casa, os nossos cogumelos.  
A minha primeira "cultura" não correu muito bem pois ficaram muito secos, impróprios para consumo.

Contudo, experimentei novamente e correu lindamente. Apesar de terem um aspecto mais "seco" quando estavam prontos a colher, bastou colocá-los em água tépida durante breves minutos para que ficassem hidratados e com bom aspeto.

Ingredientes
6 ovos biológicos (2 claras + 3 gemas por pessoa)
1 noz de manteiga
cogumelos pleurotus ostreatus Eco Gumelo q.b.
flor de sal q.b.
pimenta preta  q.b.
cebolinho  q.b.
Partir os ovos para uma taça.
Com ajuda de uma espátula, misturar (e não bater!)  os ovos até obter uma mistura homogénea.
Colocar os ovos numa frigideira antiaderente, juntamente com uma pequena noz de manteiga, e levar a lume médio.

Adicionar os cogumelos e deixar cozinhar, lentamente.
Assim que os ovos começarem a borbulhar, mexer os ovos com ajuda de uma espátula.
Quando os ovos tiverem um aspecto praticamente cozinhado e ainda brilhante, retirar do lume e colocar numa travessa para servir.

Temperar com flor de sal, pimenta preta moída na hora e cebolinho fresco picado.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Doce de pêssego

Um doce que, nesta época, não falta cá em casa é o doce de pêssego.

O pêssego é uma fruta ótima, muito leve e saborosa mas tem a "particularidade" de ficar demasiado madura rapidamente.

O doce de pêssego é uma boa solução para aproveitar a fruta mais madura não permitindo que se estrague. É um doce muito simples e fácil de fazer: só precisamos de pêssegos (de boa qualidade) e de açúcar!

Os pêssegos que usei eram muito doces: por isso, utilizei apenas 400 g de açúcar para 1 kg de fruta. Se tiverem oportunidade, utilizem fruta biológica pois o resultado final da compota será muito, muito melhor!

Ingredientes
1 kg de pêssegos maduros biológicos (sem casca nem caroço)
400 g de açúcar

Descascar os pêssegos e retirar o caroço a cada um. 

Partir os pêssegos em pequenos pedaços e colocar num tacho. 

Adicionar o açúcar e deixar marinar cerca de 10 minutos ou até o açúcar ficar completamente dissolvido.

Levar ao lume e deixar cozinhar, em lume brando, até obter o ponto estrada.

Colocar em frascos de vidro previamente esterilizados.




segunda-feira, 1 de junho de 2015

Creme de chuchu com espinafres e peito de pato

Para celebrar o dia da criança, não podia deixar de partilhar uma receita dedicada aos mais pequeninos!

Um dos ingredientes que utilizo imensas vezes na sopa do FM é o chuchu.

Este fruto - ainda pouco utilizado na nossa alimentação diária - tem imensos benefícios para a saúde.

Por um lado, é rico em fibras, pobre em calorias e de muito fácil digestão. Por outro lado, é rico em vitamina A, vitamina C e em potássio.

Geralmente, é bem aceite pelos bebés dado que não tem um sabor intenso.

Os espinafres, ricos em ferro, fósforo e cálcio, vitaminas do complexo A e B, são também utilizados em muitas sopas do FM tornado-as mais ricas e nutritivas.

Ingredientes
750 ml de água
1 batata
1 cebola
1 cenoura pequena
1 chuchu
1 dente de alho
1 colher de sopa de folhas de espinafres
50 g de peito de pato, sem pele nem gordura
azeite q.b.

Colocar a água num tacho e levar ao lume alto até ferver.

Descascar a batata, a cebola, a cenoura, o chuchu e o dente de alho.

Lavar todos os legumes (incluindo as folhas de espinafre) em água corrente e partir em pequenos pedaços.

Adicionar os legumes partidos, o pato e deixar cozer bem, em lume brando, durante 15 minutos ou até os legumes e a carne estarem bem cozidos.

Retirar do lume e triturar no liquidificador.

Antes de servir, adicionar um fio de azeite em cru-


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Puré de maçã e pêra biológica

Ao mesmo tempo que começou a comer sopa (ver aqui), o FM come, diariamente como sobremesa, um puré de fruta.

Até aos 6 meses, comia apenas maçã, pêra ou banana.

Como expliquei aqui, os 6 meses permitem uma grande diversificação na alimentação do bebé. 

A receita do puré de fruta de maçã e pêra pode ser feita a partir dos 4 meses.

A maçã é muito rica em vitaminas do complexo B, C e E, em potássio e fibras.

A pêra é rica em carboidratos, potássio e vitaminas A e C. 
Ingredientes
1 maçã (média) biológica
1 pêra do oeste média biológica

Descascador a fruta e retirar o caroço.

Partir a maçã e a pêra em pequenos pedaços e reduzir a puré no liquidificador.

Servir de imediato.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Arroz de tomilho

Na sequência da receita de salada de coelho assado com salva, tomilho e alecrim (ver receita aqui), hoje partilho a receita do arroz de tomilho que servi como acompanhamento.

É uma receita muito saudável, leve e cheia de sabor!

Pode ser utilizada como acompanhamento de variadíssimos pratos. Este arroz tem a particularidade de ser muito versátil podendo ser servido quente ou frio.

Aproveitando a publicação desta receita de arroz, o que dizer do mito de mexer ou não mexer o arroz?

Meus caros, tenho muito pena de, provavelmente os desiludir: há teorias para ambos lados! Por isso, ambas formas de cozinhar o arroz estão - tendencialmente - corretas.

Os seguidores da escola ibérica, defenderão que o arroz jamais deve ser mexido enquanto está a cozinhar.

Por sua vez, quem seguir a escola italiana, seguramente sustentará a resposta contrária e, como tal, que o arroz deve ser mexido enquanto se cozinha.

Qual o resultado final de ambas teorias?

Se quiserem obter um risotto, devem mexer o arroz durante os 20 minutos em que este está a cozinhar. Seguidamente, adicionarão manteiga e queijo obtendo um arroz "italiano", cremoso.

Nós - assim como os espanhóis - temos a tradição de cozinhar o arroz até ao fim, sem que seja mexido, podendo adicionar legumes, especiarias, carne ou peixe ao mesmo.

Por isso, dependendo do resultado final que pretendem, devem optar por técnicas diversas.

Ingredientes
4 chávenas de água quente
sal q.b.
2 dentes de alho inteiros
2 chávenas de arroz vaporizado
1 ramo de tomilho fresco

Colocar a água num tacho, juntamente com dois dentes de alho inteiros, e deixar ferver.

Adicionar o sal, o arroz e o tomilho fresco e deixar cozinhar 15 minutos ou até o arroz estar al dente.

Antes de servir, retirar os dentes de alho e polvilhar com tomilho fresco.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Salada de coelho assado com salva, tomilho e alecrim

O calor que se faz sentir convida a refeições mais leves, saudáveis e frescas.

Um dos pratos "de verão" preferidos cá de casa é a salada de coelho assado com ervas aromáticas. Sempre que a minha mãe fazia esta salada era um sucesso!

É uma salada muito saborosa, fresca e leve, ideal para um almoço mais leve ou para uma entrada.

Se tiverem oportunidade, utilizem um coelho caseiro e ervas aromáticas biológicas pois, garanto, farão toda a diferença.

Nós acompanhámos com uma boa salada e com arroz de tomilho (receita aqui)!

Ingredientes
1 coelho bravo (com, aproximadamente, 4 kg)
2 ramos de alecrim
2 ramos de tomilho
1 ramo de salva
4 dentes de alho
sal q.b.
azeite q.b.
vinagre balsâmico q.b.

Pré-aquecer o forno a 200.º C.

Colocar o coelho inteiro num tabuleiro de forno.

Temperar com 1 ramo de alecrim, 1 ramo de tomilho, salva, 2 dentes de alho e sal.

Levar ao forno cerca de 50 minutos ou até estar assado.

Retirar do forno e deixar repousar.

Desossar e desfiar a carne para uma travessa.

Numa taça, misturar o azeite com o vinagre balsâmico, 2 dentes de alho, alecrim e tomilho frescos picados na hora.

Misturar com uma vara de arames até obter um molho homogéneo.

Antes de servir, temperar a salada de coelho com o vinagrete de ervas.


Podem servir tépida ou à temperatura ambiente.








sexta-feira, 22 de maio de 2015

Para acompanhar o café...bolinhos de côco

Tomar um bom café com um "miminho doce" melhora, significativamente, o meu dia!

Além de bolachinhas e biscoitos caseiros, os bolinhos de côco fazem parte dos petit four que gosto de fazer (e ter sempre em casa!).

A receita é simples, rápida e constava no livro de receitas da minha mãe.

Se quiserem, podem perfumar os bolinhos com raspa de laranja ou limão. Cá em casa gostamos deles assim, só com o delicioso aroma do côco.

Há quem coloque os bolinhos de côco em pequenas formas previamente untadas com manteiga. Depois podem ser servidos em pequenas formas de papel! Contudo, para "consumo caseiro", costumo apenas colocar a massa já dividida num tabuleiro previamente forrado com papel vegetal: mais simples é (praticamente) impossível!

Ingredientes
200 g de açúcar
250 g de côco ralado
2 ovos caseiros

Pré-aquecer o forno a 180 .º C.

Numa taça, misturar o açúcar, o côco e os ovos até obter uma massa homogênea.

Dividir a massa em pequenas bolinhas e colocar num tabuleiro próprio para ir ao forno, previamente forrado com papel vegetal.

Levar ao forno cerca de 15 minutos ou até estarem dourados.