quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Muffins de framboesa e canela

Para os fãs de framboesa, esta receita super leve e saudável é imperdível!

Uma receita de muffins vegan, sem ovo nem leite de vaca. 

O resultado final é divinal: muffins leves, super fofos e mesmo muito deliciosos! 

Uma boa opção para  acompanhar um chá ao final da noite ou para reconfortar a alma durante o dia de trabalho.

É também uma solução saudável e prática para o lanche dos miúdos que as mães podem colocar nas lancheiras.

Ingredientes
100 g de farinha integral
125 g de farinha sem fermento
100 g de açúcar
1 colher de chá de bicabornato de sódio
3 colheres de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher de chá de canela em pó
raspa de 1 laranja
1 vagem de baunilha
225 ml de bebida de aveia
50 ml de óleo de girassol
150 g de framboesas frescas
12 formas de queques em papel

Pré-aquecer o forno a 200.º C.

Colocar as formas de papel dentro das formas de muffins/queques.

Numa taça, misturar as farinhas, o açúcar, o bicarbonato de sódio, o fermento, o sal, a canela, a raspa da laranja e as sementes de baunilha.

Noutra taça, misturar a bebida de aveia e o óleo de girassol.

Adicionar aos elementos secos e envolver bem com uma vara de arames.

Adicionar as framboesas, delicadamente, à massa.

Dividir a massa pelas formas enchendo cada forma até 3/4.

Levar ao forno cerca de 20 minutos ou até estarem dourados e o teste do palito sair seco.

Retirar do forno e deixar arrefecer, totalmente, em cima de uma grelha.

(QSF, framboesas, setembro 2015)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Fermento em pó ou bicarbonato de sódio? As principais dicas sobre levedantes

Hoje vamos fazer magia na cozinha!!

Apesar de já ter falado das principais dicas para obter os bolos perfeitos aqui, em conversa com umas amigas percebi que fazia falta uma explicação sobre levedantes. A pergunta que se impõe é simples:

"Para que os nossos bolos cresçam, devemos utilizar fermento em pó, bicarbonato de sódio ou os dois?"

Vamos descortinar quais as diferenças entre os levedantes comuns.

1. Fermento em pó ou bicabornato de sódio: o que são?

Quer o fermento em pó, quer o bicabornato de sódio são dois produtos químicos utilizados na confeção de bolos, queques, muffins ou biscoitos permitindo que a massa cresça e fique mais leve.

O bicabornato de sódio é um levedante químico. Assim que entra em contacto com algum ácido líquido (iogurte, limão, vinagre, leite etc) liberta, de imediato, dióxido de carbono fazendo com que a massa comece logo a crescer.

Apesar de também libertar um elemento com um sabor desagradável, este será neutralizado pelo ácido que também é libertado. Como tal, é, por regra, utilizado juntamente com outros elementos ácidos (limão, leite, cacau) para permitir a neutralização.

O fermento em pó é um fermento químico composto por uma mistura de bicabornato de sódio, um elemento  ácido (por regra, creme tártaro) e amido. O amido vai absorver a humidade do ar mantendo o bicabornato de sódio e os elementos ácidos separados e secos evitando que o bicarbonato de sódio reaja com o ácido contido na fórmula.

O processo de reação do fermento em pó é "bifásico": numa primeira fase, o bicarbonato de sódio entra em ação; numa segunda fase - por volta dos 60.º C - entrarão em ação os restantes elementos que o integram tornado este processo mais moroso.

O fermento em pó só atinge o seu potencial assim que entra em contacto com o calor do forno. É, por isso, de extrema importância colocar o bolo no forno apenas quando este já está quente (com a temperatura pretendida) e não utilizar ingredientes quentes aquando da confecção da massa (v.g. leite quente) que farão com que o fermento perca a eficácia. Assim, o fermento deve ser sempre o último (dos últimos) ingredientes a incorporar na massa.

2. Quando devemos utilizar cada um destes levedantes?

Por regra, utilizamos bicabornato de sódio em biscoitos, cupcakes, muffins e queques pois pretendemos um levedante que reaja num curto espaço de tempo.

Por sua vez, o fermento em pó é utilizado na confecção de bolos pois o seu tempo de reação é maior e, dado que o tempo de cozedura do bolo é maior, é este o levedante adequado.

Contudo, receitas com cacau em pó - que também é ácido - levam, por regra, os dois elementos, especialmente se for um queque, muffin dado que se pretende um tempo de cozedura mais curto .

3. Temos de respeitar, "à risca" as quantidades indicadas na receita?

SIM!

É da máxima importância respeitar as quantidades indicadas de fermento e/ou de bicarbonato de sódio para atingir bons resultados. 

Caso seja acrescentado fermento em pó em excesso, o bolo vai "baixar" em vez de crescer e ficar leve e fofo: ficará um bolo frágil pois a estrutura interior cresceu em desproporção com os restantes ingredientes e o bolo não conseguirá suportar a totalidade da massa.

Caso seja utilizada uma quantidade mais pequena de levedante, o bolo não irá crescer pois não tem quantidade de gás suficiente para que a massa possa crescer devidamente.

4. Devemos utilizar farinha com fermento ou farinha sem fermento e adicionar fermento em pó?

É sempre preferível utilizar farinha sem fermento e acrescentar, no final, o fermento em pó.

Tal como referido, se utilizamos farinha que já tem fermento incorporado, o fermento começa a reagir de imediato prejudicando o processo de fermentação caso a farinha não seja o último elemento a ser incorporado.

5. Qual a diferença entre o fermento em pó e o fermento de padeiro/biológico?

O fermento em pó e o fermento de padeiro são dois fermentos responsáveis pelo processo de fermentação das massas fazendo com que estas cresçam.

Ambos podem ser utilizados na confeção de pão/brioches mas a constituição e processo de fermentação de ambos é diferentes.

O fermento de padeiro (fermento biológico) é um micróbio vivo - levedura Saccharomyces cerevisae - responsável pelo crescimento da massa do pão. Este micróbio foi identificado, no século XIX, por Pasteur como sendo o elemento responsável pelo crescimento do pão.

O fermento de padeiro não pode ser utilizado numa massa que seja colocada, de imediato no forno pois a temperatura elevada do forno matará os microorganismos e a massa não crescerá. Como tal, sempre que utilizamos fermento de padeiro, há necessidade de a massa levedar, isto é, ser deixada a repousar no exterior por um período de tempo não inferior a  1 hora, antes de ser colocada no forno.

Assim que adicionarmos o fermento de padeiro à massa à temperatura ambiente, os microorganismos começam a entrar em ação e, alimentando-se dos açúcares presentes na farinha, irão conferir o sabor e textura do pão assim como, através da libertação de dióxido de carbono, permitir que a massa cresça. Quando o fermento começa a libertar o dióxido de carbono, a massa vai expandindo o seu volume e, como tal, aumentando. É, por isso, o fermento ideal para a confeção de pão, brioches, coroas de fruto/chocolate e de toda a padaria "francesa".

Por sua vez, o fermento de padeiro NÃO PODE ser batido (nem à mão, nem numa batedeira) sob pena de matarmos as leveduras presentes no mesmo e, assim, impedir que a massa cresça.

O fermento de padeiro deve ser guardado no frigorífico ou num local fresco (com uma temperatura entre 1.º C e 8.º C) até ao momento em que será utilizado.

A forma adequada de utilização do fermento de padeiro é a dissolução do mesmo em metade da água a utilizar na receita adicionando-o, de seguida, na massa até ficar devidamente incorporado.

Contrariamente ao fermento de padeiro, o fermento em pó é um fermento químico que não possui leveduras. Tal como referi inicialmente, o fermento em pó permitirá que a massa cresça assim que esta for colocada no forno e, entrando em contacto com o calor, produza dióxido de carbono que, expandindo-se, aumentará o volume da massa. É o fermento indicado para a confeção de bolos e bolachas.

Enquanto o processo de fermentação do fermento em pó acontece após a introdução da massa no forno, o processo de fermentação utilizando fermento de padeiro inicia-se antes da massa ser colocada no forno. Como tal, a massa tem de descansar para levedar no exterior antes de ser introduzida no forno.

Contrariamente ao fermento de padeiro, o fermento em pó não deve ser guardado num ambiente frio mas sim num ambiente seco e sem humidade.

5. Como sabemos se o fermento em pó ainda está dentro da validade/apto a ser utilizado?

Contrariamente ao bicarbonato de sódio que tem uma validade, praticamente, indeterminada, o fermento (em pó e de padeiro/biológico) tem um prazo de validade relativamente curto (alguns meses).

Para sabermos se o fermento ainda está apto a ser utilizado basta aquecer um copo com água e dissolver uma colher de chá de fermento. Se a água não começar a borbulhar, significa que o fermento perdeu as suas qualidades e, como tal, não deverá ser utilizado na confecção do bolo.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Figos pingo mel grelhados com queijo chèvre e molho de mel com alecrim

Uma das entradas que é presença assídua cá em casa nesta época do ano é figo pingo mel grelhado com queijo de cabra e mel.

Na passada sexta-feira, foi uma das sugestões que cozinhei, ao vivo, no Festival de Marisco de Setúbal.

Sem dúvida, uma entrada super rápida, deliciosa e muito, muito elegante!

Em menos de 5 minutos conseguimos preparar uma entrada simples mas que deslumbra qualquer convidado!

Aproveitei os meus figos no seu esplendor e, juntando um bom queijo de cabra e um toque de mel com alecrim, consegui surpreender o público que ainda não conhecia esta entrada maravilhosa.

A utilização de figos e de mel biológicos faz mesmo toda a diferença!

Se tiverem oportunidade, comprem mel diretamente ao produtor: um mel com um sabor incrível  - o verdadeiro mel - que não é possível encontrar no "mel industrial", por mais gourmet que tente ser...

Ingredientes
10 figos pingo mel frescos
1 colher de azeite
2 colheres de sopa de mel de rosmaninho
1 ramo de alecrim 
180 g de queijo chèvre Palhais

Lavar bem os figos e partir em metades.

Numa taça, misturar o azeite com o mel e alecrim picado.

Colocar uma frigideira antiaderente ao lume e deixar aquecer muito bem.

Colocar as metades dos figos, com a polpa virada para baixo, e deixar grelhar durante 1 minuto ou até estarem dourados.

Distribuir os figos numa tábua para servir, com a polpa virada para cima.

Adicionar uma fatia de queijo chèvre em cada metade de figo ainda quente.

Terminar com um fio de molho de mel e com alecrim fresco picado na hora.

Servir de imediato.



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Marisco no Largo - Setúbal e um showcooking com receitas para descomplicar

Na passada sexta-feira, dia 21 de agosto, tive o privilégio de "liderar" o showcooking do festival "Marisco no Largo", em Setúbal.

Sob a temática  "Vamos descomplicar", lancei o desafio de, numa (1) hora, apresentar uma sugestão de prato, entrada e sobremesa.

A ideia era demonstrar que é possível, em "pouco tempo", preparar integralmente uma refeição. As sugestões foram as seguintes:

1. Entrada (Figos pingo mel grelhados com queijo chèvre e molho de mel e alecrim);

2. Prato principal (Lasanha caseira de peixe com legumes) e

3. Sobremesa (Espetadas de alecrim com morangos e pêssegos caramelizados e molho de queijo fresco com raspa de laranja moscatel).

Por sua vez, tentei desmistificar a "alegada complexidade" da lasanha - no caso, uma lasanha de peixe - tendo feito o próprio molho branco e, apenas por uma questão de "logística", não fiz a minha própria massa fresca!

Além do peixe, privilegiei a utilização de produtos de qualidade da região na confecção de todas as sugestões.

Um obrigado à Belong pelos legumes biológicos que utilizei na confecção da lasanha e pelos morangos e pêssegos biológicos utilizados na sobremesa.

Obrigada Palhais pelos queijos de cabra e pelo queijo fresco, produtos utilizados nas três sugestões.

Deixo aqui um obrigada ao Marisco no Largo pelo convite e por me ter proporcionado uma noite de sexta-feira bem divertida! Sem dúvida, um evento de destaque na cidade de Setúbal que vale a pena visitar!

A receita da lasanha já se encontrava no blog (ver aqui); as receitas dos figos pingo mel grelhados com queijo chèvre e molho de mel e alecrim e das Espetadas de alecrim com morangos e pêssegos caramelizados e molho de queijo fresco com raspa de laranja moscatel serão disponibilizadas em breve!

Um obrigada aos meus queridos amigos Cristina e Ivo pela reportagem fotográfica do evento! 

E um grande beijo para a minha "claque",  presença assídua em todos os momentos!









domingo, 23 de agosto de 2015

Espetadas de alecrim com morangos e pêssegos caramelizados e DIP de queijo fresco com laranja moscatel

Quem quiser uma sobremesa deliciosa, elegante e saudável não pode perder esta sugestão!

Há uns meses, vi umas espetadas de morango caramelizado feitas pelo Jamie Oliver e fiquei, absolutamente, apaixonada!

Decidi aproveitar o showcooking para fazer uma "variação" de tão maravilhosas espetadas e o resultado final  - assim como o feedback - não podia ter sido mais positivo.

Como estamos em plena época de morangos e pêssegos, esta é a altura ideal para fazer esta sobremesa.

Para acompanhar, um molho cremoso de queijo fresco perfumado com raspa de laranja moscatel. Simples, elegante e absolutamente divinal!

Um obrigado à Belong pelos morangos e pêssegos biológicos para esta sobremesa e à Palhais pelo queijo fresco!

Ingredientes
250 g de morangos
4 pêssegos biológicos
6 ramos de alecrim
100 g de queijo fresco cool light Palhais
2 iogurtes gregos naturais
1 colher de sopa de açúcar
1 laranja moscatel
200 ml de água
120 g de açúcar

Lavar bem os morangos e retirar o pé a cada um.

Descascar os pêssegos e partir em quartos.

Lavar os ramos de alecrim e dividir os morangos e os pedaços de pêssegos por cada ramo de alecrim.

Numa taça, colocar o queijo fresco, os iogurtes naturais, uma colher de açúcar, a raspa de laranja e misturar tudo muito bem.

Levar ao frigorífico até ficar um molho bem fresco.

Num tacho, colocar a água e 120 g de açúcar e levar a lume brando durante 15 minutos ou até obter o ponto caramelo (para verificar os pontos de açúcar, ver aqui).

Passar cada espetada de fruta pelo caramelo e distribuir por uma tábua/prato para servir.

Acompanhar com o molho de queijo fresco.





sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Gelado de iogurte natural perfumado com limão e framboesas frescas

É oficial: as minhas framboesas estão mais bonitas que nunca!

Adoro framboesas frescas, especialmente quando posso colher as minhas próprias framboesas e fazer a prova logo no momento!

Com um bom gelado "base" (gelado de iogurte natural ou gelado de natas frescas) podemos fazer uma sobremesa fabulosa adicionando framboesas frescas!

A receita base do gelado é da Rita Nascimento, uma doce de chef , tendo apenas acrescentado raspa de limão!

Para que não haja qualquer dúvida em relação às framboesas: tenho duas qualidades de framboesas no pomar (framboesas vermelhas e framboesas amarelas).

As framboesas amarelas que utilizei estão maduras, "no ponto" para consumir! Desengane-se quem ache que seriam framboesas "verdes" que deviam estar a maturar!

Ingredientes
200 ml de leite gordo
40 g de leite gordo em pó
200 ml de natas frescas
100 g de açúcar
raspa de 1 limão biológico
4 iogurtes naturais light sem açúcar
framboesas frescas biológicas q.b.

Numa taça, misturar o leite, o leite em pó, as natas frescas, o açúcar, a raspa de limão e os iogurtes naturais.

Colocar o preparado no ice cream maker e bater durante 35-40 minutos a uma velocidade baixa ou até o gelado ficar com o dobro do volume e consistente.

Levar ao congelador pelo menos 2 horas antes de servir.

Antes de servir, adicionar framboesas biológicas a gosto.


(QSF, setembro de 2015, framboesas amarelas biológicas)

(QSF, setembro de 2015, framboesas amarelas biológicas)

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Farfalle com molho de tomate caseiro e atum

O resultado da "pergunta-resposta" "O que queres jantar? -"Pode ser qualquer coisa." acaba, imensas vezes, por ser massa com tomatada de atum.

Provavelmente, este é um dos pratos mais conhecidos de qualquer estudante universitário e o SOS de muitas refeições de todos nós!

Apesar da facilidade e rapidez deste prato, há alguma tendência para que o mesmo seja considerado um prato "de menos".

Hoje deixo a minha versão da "massa com tomatada de atum" onde pequenos pormenores fazem toda a diferença!

Para que consigamos um molho de tomate de qualidade superior, devemos aproveitar esta época do ano pois é agora que o tomate está no seu esplendor.

Usem e abusem de bom tomate (de preferência biológico) e verão que o molho fica com uma textura e sabores divinais!

Se adicionarem orégãos secos ao molho, juntamente com uns dentes de alho e um bom azeite, conseguirão surpreender pois obterão um molho muito perfumado e super saboroso.

Podem utilizar a massa que tiverem em casa ou que for da vossa preferência.

Pessoalmente, acho que este prato resulta lindamente com farfalle, penne ou macarrão.

Ingredientes
450 g de massa farfalle
2 dentes de alho
3 tomates médios bem maduros
azeite q.b.
pimenta preta moída na hora q.b.
orégãos secos q.b.
sal q.b.
2 latas de atum natural (em água)
manjericão fresco q.b.

Cozer a massa de acordo com as instruções da marca (para ver todas as dicas sobre a cozedura da massa, ver aqui).

Descascar os dentes de alho e o tomate e picar tudo grosseiramente.

Num tacho, colocar um fio de azeite, o alho picado e a pimenta preta moída na hora e deixar refogar durante breves minutos.

Adicionar o tomate picado e deixar cozinhar durante 10 minutos ou até o molho engrossar.

Retirar do lume e retificar os temperos adicionando um pouco de sal e de orégãos secos.

Misturar o atum, previamente escorrido, ao molho de tomate e retificar os temperos.

Adicionar a massa cozida ao molho de tomate e atum e terminar com manjericão fresco.




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Lombinhos de porco com manteiga de ervas frescas e palitos de pão com azeite e orégãos

Qualquer mãe/pai com filhos pequenos sabe que, muitas vezes, preparar um jantar saboroso e com "boa pinta" parece uma miragem!

O tempo foge-nos das mãos entre os breves minutos de brincadeira com os nossos filhos, preparar e dar banhos, ler uma história e rezar para que o bebé fique a dormir!

Sem dar por isso, são 21h30 e ainda há um jantar para preparar.

Uma corrida ao jardim para colher flores frescas e dar alma à mesa  "fora de casa" para o jantar "só a dois", smoth jazz de fundo e um bom vinho fazem toda a diferença.

Em 10 minutos consegui preparar estes lombos de porco divinais!

O truque?

Ter carne de boa qualidade e manteiga de ervas caseira sempre à mão no frigorífico.

Utilizar a nossa própria manteiga aromatizada permite-nos servir uma refeição com qualidade superior.

Os palitos de pão com azeite que acompanharam os lombinhos de porco demoram menos de 5 minutos a ficar, totalmente, prontos.

E um bem-haja aos dias grandes de verão em que um jantar "fora" depois das 21h30 ainda nos permite assistir ao maravilhoso pôr-do-sol!

Ingredientes
1 noz de manteiga de ervas frescas (ver receita aqui)
300 g de lombos de porco
sal q.b.
pimenta preta q.b.
palitos de pão com azeite e orégãos q.b. (ver receita aqui)

Colocar uma noz de manteiga de ervas numa frigideira antiaderente.

Levar a lume alto até estar bem quente.

Adicionar os lombinhos e deixar cozinhar durante 3 minutos cada lado ou até estarem dourados.

Temperar com sal e pimenta preta moída na hora.

Servir de imediato acompanhados com palitos de pão com azeite e orégãos.








domingo, 9 de agosto de 2015

Palitos de pão caseiro com azeite e orégãos e DIP de tomate biológico e manjericão

É impossível resistir ao aroma fabuloso do tomate biológico que o meu tio M., carinhosamente, nos deu!

O tomate é um dos frutos nos quais a qualidade faz toda a diferença! O tomate biológico é o único que conserva o verdadeiro sabor do tomate sendo um dos meus ingredientes de eleição na cozinha.

Há pratos que (só) devem ser elaborados na época dos ingredientes principais. Este molho de tomate é um desses exemplos. Não vale a pena tentar fazer este molho no inverno porque não vamos encontrar tomate de boa qualidade e o resultado final vai ficar completamente comprometido.

Tentando não ser repetitiva, a utilização de produtos caseiros e biológicos faz mesmo toda a diferença.

Experimentei, pela primeira vez, o azeite da Casa Anadia. Com uma acidez de 0,4 e com um ligeiro sabor picante, este azeite é ideal para pratos e saladas de verão pois o grau baixo de acidez conjuga, na perfeição, com os restantes ingredientes deste molho de tomate e com saladas suaves.

A base da receita do molho de tomate é da minha avó: apenas acrescentei o manjericão fresco para ficar mais perfumado.

Os palitos de azeite - além de super fáceis e rápidos de fazer - são uma boa forma de aproveitar o pão menos frescos que vamos tendo em casa. Uma forma de aproveitar o pão sobejante e reduzir, ao máximo, desperdícios alimentares.

Um bom azeite, orégãos e pão de qualidade dão origem a estes palitos deliciosos que desapareceram em segundos.

Em menos de 5 minutos temos um jantar leve - ou um petisco - super saudável que contraria a ideia de que é preciso imenso tempo para se preparar um petisco cheio de pinta!

Ingredientes
750 g de tomate bem maduro biológico
2 dentes de alho
80 ml de azeite
sal q.b.
1 ramo de manjericão
300 g de pão caseiro
orégãos secos q.b.

Cortar o tomate em cubos e colocar no liquidificador.

Adicionar os dentes de alho descascados, 20 ml de azeite, sal e as folhas de manjericão.

Triturar tudo até obter uma mistura homogénea.

Colocar o DIP de tomate numa taça e retificar o tempero.

Cortar o pão em fatias finas.

Temperar com azeite e orégãos secos e levar a uma frigideira antiaderente, bem quente, para que fiquem torrados de ambos lados.

Partir o pão torrado em pequenas tiras como se fossem palitos.

Servir o molho de tomate acompanhado com palitos de pão torrado.

Acompanhámos com o vinho branco Herdade São Miguel Sauvignon Blanc (CAAR) servido a 9.º C.





segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Creme de frio de cenoura perfumado com gengibre e cebolinho

Os dias quentes de verão convidam a entradas saudáveis e frescas.

Para quem diz que não come sopa no verão "porque a sopa é um prato muito quente, tipicamente invernal", aqui fica a contra-argumentação culinária: um creme de cenoura frio, cheio de sabor e elegância.

Sem dúvida, uma entrada aveludada que faz as delícias dos paladares mais requintados.

Apesar de ser uma receita de "sopa fria", este creme de cenoura pode ser servido quente ou tépido ficando, igualmente, delicioso.

Ingredientes
3 cenouras grandes biológicas
2 chalotas biológicas
2 batatas médias biológicas
2 dentes de alho biológicos
azeite q.b.
1 rodela de gengibre fresco
pimenta preta q.b.
água q.b.
100 g de iogurte natural sem açúcar
cebolinho fresco biológico q.b.
flor de sal q.b.

Com ajuda de um descascador, descascar  e partir em pedaços as cenouras, as chalotas, as batatas e os dentes de alho.

Num tacho, colocar um fio de azeite e adicionar a cebola partida, os dentes de alho, o gengibre.

Temperar com pimenta preta moída na hora e levar a lume brando até a cebola alourar.

Adicionar as cenouras e as batatas e cobrir com água.

Deixar cozinhar, em lume brando, durante 20 minutos ou até estar cozida.

Colocar a sopa no liquidificador e reduzir a puré.

Levar ao frigorífico até ficar bem fria.

Colocar o iogurte natural numa taça e adicionar o cebolinho picado, pimenta preta moída na hora e  flor de sal.

Dividir o creme de cenoura por várias taças e adicionar um pouco de molho de iogurte natural.

Servir, de imediato, bem frio.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Beringela perfumada com orégãos e flor de sal com pão caseiro de alho e foie gras

Se há dias em que preparar um jantar só para nós é uma "verdadeira tortura" - contrapondo com um "assalto" aos cereais e afins - aqui fica uma sugestão muito fácil e rápida de fazer para tornar um jantar " a solo" numa refeição digna de um príncipe!

Esta receita também funciona, perfeitamente, como entrada ou petisco, especialmente nos dias quentes de verão.

Ingredientes
1 beringela média
orégãos  q.b.
flor de sal q.b.
1 dente de alho
azeite q.b.
2 fatias de pão caseiro 
foie gras q.b.

Lavar a beringela e partir em fatias circulares.

Temperar com orégãos, flor de sal e reservar.

Colocar um fio de azeite numa frigideira antiaderente e levar ao lume até aquecer.

Grelhar as  fatias de beringela  durante 1 minuto ou até ambos lados estarem bem dourados.

Retirar do lume e colocar num prato pronto para servir.

Esfregar o dente de alho nas fatias de pão e temperar com um fio de azeite.

Colocar as fatias de pão já temperadas na frigideira bem quente e deixar torrar cerca de 1 minuto em cada lado.

Acompanhar o pão torrado com a beringela grelhada e com foie gras.


domingo, 19 de julho de 2015

Carbonara da Joana - a receita da Mamma

A minha querida amiga Joana Vasconcelos faz a melhor, a única, a Verdadeira Carbonara italiana!

Além de ser uma sumidade no mundo do Direito do Trabalho, a Joana (Vasconcelos!) também é uma cozinheira exímia com quem partilho as minhas receitas culinárias e, acima de tudo, com quem tenho aprendido imenso!

A Joana V. disse para a JAN: "Não coloque sal, azeite, alho ou ervas aromáticas! Só cebola, muita cebola, bacon e um toque de natas! Uma massa de boa qualidade e já está!"

A receita é da Mamma de um amigo Italiano e, por isso, nem me atrevo a alterar um ponto que seja!

ESTA É A RECEITA: a original, a verdadeira e única receita de Carbornara.

Esqueçam tudo o que leram e aprenderam sobre carbonara: nada de sal, alho, azeite, ovos, queijo e afins! Tudo o que colocarem extra receita só vai estragar!

Para si Joana, o meu muito obrigada pela sua receita!

A partir de agora, será o spaghetti alla carbonara cá de casa: Porque carbonara há só uma: a da Joana e mais nenhuma!

Um prato super fácil e rápido de fazer com uma mistura de sabores absolutamente divinal!

Mães/mulheres do mundo moderno: para quem anda no "corre-corre" do dia-a-dia, com mil e uma tarefas para fazer e mil e uma coisas para organizar, este prato tem ainda outra vantagem!

O molho pode ser congelado e utilizado mais tarde!

Imaginem um daqueles dias em que temos alguém para jantar, sem contar, pouco mais que 10 minutos para preparar a refeição... em SOS, recorrem ao molho já preparado - guardado religiosamente no vosso congelador - e em 8 minutos preparam o esparguete! Surpreendem os convidados com um prato divinal demonstrando que são umas magníficas e prendadas donas de casa  e, ao mesmo tempo, executivas de TOP ;)

Ingredientes
300 g de esparguete
sal q.b. (apenas para a massa)
2 cebolas grandes
250 g de bacon
100 ml de natas

Colocar uma panela em água e levar a ferver.

Adicionar o sal e a massa e deixar cozinhar durante o tempo indicado na embalagem (para cozinhar devidamente a massa, ver as dicas aqui).

Cortar a cebola grosseiramente e colocar na WOK.

Amaciar a cebola, em lume brando, e deixar cozinhar durante 4-5 minutos ou até começar a amolecer e a caramelizar.

Adicionar o bacon e deixar cozinhar, sempre em lume brando, durante breves minutos.

Por fim, adicionar as natas e envolver tudo delicadamente.

Adicionar o molho à massa previamente cozinhada.

Servir de imediato acompanhando com um bom vinho branco fresco.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Lasanha caseira de peixe com legumes

Alguém resiste a uma boa lasanha totalmente feita em casa?

Por aqui, é um dos pratos mais apreciados e que faz sempre sucesso! Aliás, já fiz tantas e tantas vezes este prato mas nunca consegui fotografar o interior pois desaparece em segundos!! Só tenho conseguido fotografar antes de servir.

Apesar de ser uma receita de fácil execução, é relativamente morosa porque faço questão de fazer praticamente tudo (quando tenho tempo, até a massa fresca!).

Esta é a minha receita de lasanha de eleição: uma mistura de peixe e legumes, com as minhas ervas aromáticas de eleição.

Uma sugestão para um almoço em família, com amigos e que faz sucesso entre "miúdos e graúdos".

Ingredientes
200 g de lombos de salmão
100 g de medalhão de pescada sem espinhas
100 g de tamboril 
2 cenouras
1/2 pimento vermelho
2 chalotas
2 dentes de alho
2 tomates maduros
azeite q.b.
sal q.b.
tomilho fresco q.b.
pimenta preta q.b.
pimenta rosa q.b.
250 g de delícias do mar
8 folhas de massa fresca de lasanha
800 ml de molho bechamél (molho branco) (receita aqui)
queijo de cabra rústico Palhais q.b.
pão ralado q.b.
orégãos secos q.b.

Colocar o peixe num tacho, cobrir com água a ferver e temperar com sal.

Levar a lume alto até ferver e deixar cozer, em lume brando, 10 minutos.

Descascar e partir as cenouras, o pimento, as chalotas, os dentes de alho e o tomate.

Na wok, colocar um fio de azeite e deixar aquecer.

Adicionar todos os legumes partidos em pedaços e temperar com sal, tomilho fresco e com pimentas moídas na hora.

Deixar cozinhar, lentamente durante 10 minutos.

Retirar do lume assim que os legumes estiverem cozinhados mas ainda crocantes.

Lascar o peixe cozido, partir as delícias do mar partidas em cubos e juntar aos legumes na wok.

Deixar descansar, com a wok tapada, aproximadamente 2-3 minutos.

Pré-aquecer o forno a 200.º C.

Colocar 2 fatias de massa fresca no fundo da travessa.

Distribuir metade do peixe e legumes no fundo da travessa e deitar um pouco de molho bechamél.

Colocar mais  2 fatias de massa fresca de lasanha e repetir, novamente, o processo.

Terminar com  2 fatias de lasanha cobertas com queijo ralado, com pão ralado e com orégãos secos.

Levar ao forno 15 minutos ou até estar dourada.

Servir de imediato.


terça-feira, 14 de julho de 2015

Sopa fria de espargos e ervilhas com creme de salmão fumado

Os dias quentes de verão convidam a almoços e jantares no exterior: refeições em família, mais demoradas, e num ambiente descontraído!

As receitas mais pesadas dão lugar a pratos frescos e leves mas sempre com muito sabor!

Esta sopa fria de espargos e ervilhas, apesar de ter um valor calórico superior às sopas que confecciono diariamente,  é uma entrada absolutamente divinal!

Se procuram um prato elegante e requintado para impressionar e deliciar os vossos convidados, esta é uma ótima sugestão. O requinte e  elegância desta sopa de espargos compensam o teor calórico mais elevado!

Ingredientes
2 chalotas
1 dente de alho
azeite q.b.
2 molhos de espargos verdes frescos
200 g de ervilhas frescas
azeite q.b.
pimenta preta q.b.
sal q.b.
200 ml de natas light
50 g de salmão fumado
cebolinho fresco q.b.
100 ml de natas para bater bem frias 

Descascar e picar as chalotas e o dente de alho.

Num tacho, colocar um fio de azeite e refogar, ligeiramente, cebola e o alho picados.

Descascar os espargos e partir em pequenos pedaços.

Adicionar os espargos partidos e as ervilhas ao refogado de cebola e cobrir tudo com água.

Temperar com sal e pimenta preta moída na hora e levar a lume brando durante 10 minutos ou até os legumes estarem macios.

Colocar a sopa no liquidificador e reduzir a puré.

Adicionar 200 ml de natas e misturar bem.

Cortar o salmão e o cebolinho em pequenos pedaços.

Bater 100 ml de natas em castelo e adicionar aos cubos de salmão e ao cebolinho picados.

Misturar até obter um creme homogéneo.

Distribuir a sopa por taças para servir e terminar com creme de salmão a gosto.







sábado, 11 de julho de 2015

Tarte crocante de chocolate com gelado de natas frescas

Quem gosta de gelados, seguramente não vai ficar indiferente a esta sobremesa.

Apesar do tempo de "espera" considerável (o gelado e a base da tarte têm de ficar umas horas no congelador até ficarem prontos para servir), garanto que o resultado final é compensador.

Uma base crocante com arroz tufado, perfumada com chocolate preto; um recheio leve, fresco e delicioso que só um bom gelado caseiro pode conferir fizeram as nossas delícias!

Uma sobremesa fácil, elegante e que impressiona.

A receita do gelado é da "demoníaca" Rita Nascimento, uma das minhas chefes de pastelaria de eleição que, recentemente, lançou o livro mais pecaminoso de sempre.

Para fazer o gelado, utilizei o acessório "ice cream maker" da KitchenAid; contudo, quem tiver máquinas de gelados diferentes, siga as instruções do fabricante para saber quando o gelado está pronto.

Ingredientes

Base
100 g de chocolate preto (com 85% de cacau)
50 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
100 g de arroz tufado com chocolate (rice crispies)

Gelado
200 ml de leite gordo
40 g de leite em pó gordo
200 ml de natas frescas
100 g de açúcar
raspa de 1 limão pequeno biológico
chocolate preto em pó (com 85% de cacau) q.b.
framboesas q.b.

Base

Partir o chocolate em pequenos pedaços e derreter, juntamente com a manteiga, em banho-maria.

Envolver o arroz tufado no chocolate derretido e deixar arrefecer.

Forrar uma tarteira redonda (com 22 cm de diâmetro) com papel vegetal.

Deitar a mistura de chocolate e cereais sobre a forma e espalhar bem até cobrir, de forma homogénea, o fundo da tarteira.

Levar ao congelador, pelo menos, 1 hora, ou até estar completamente solidificada e firme.

Gelado

Numa taça, misturar o leite, o leite em pó, as natas frescas, o açúcar e a raspa do limão.

Deitar a mistura no ice cream maker e levar a uma velocidade baixa durante 35-40 minutos ou até o gelado ficar com o dobro do volume e consistente.

Levar o gelado ao congelador, pelo menos, 2 horas.

Assim que o gelado estiver pronto a consumir, retirar a base da tarte do congelador e retirar o papel vegetal.

Montagem

Forrar, novamente, a tarteira com papel vegetal e colocar, novamente, a base de chocolate crocante dentro da forma.

Rechear a tarte com gelado de natas já solidificado e levar ao congelador, novamente, 1 a 2 horas.

Antes de servir, terminar com chocolate preto em pó e com framboesas frescas.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Lombos de bacalhau fresco assados com quinoa de legumes

No passado fim-de-semana comi, pela primeira vez, bacalhau fresco!

Fiquei extremamente surpreendida porque o sabor é completamente diferente do sabor do bacalhau seco que estamos habituados a consumir.

O bacalhau (fresco) é um peixe branco muito saudável, com sabor semelhante ao sabor da pescada. O acompanhamento de quinoa de legumes funcionou lindamente! Uma receita para repetir!

Obrigada, querida Tata, por mais esta maravilhosa receita!

(Porque, para nós (tia e sobrinha), cozinhar é mesmo uma verdadeira paixão!)

Ingredientes

Bacalhau fresco
4 lombos de bacalhau fresco
flor de sal q.b.
1 limão
pimenta preta q.b.
pimenta rosa q.b.
coentros q.b.
200 ml de natas light 

Quinoa
2 chávenas de chá de quinoa
4 chávenas de chá de água
flor de sal q.b.
1 cebola média
2 cenouras médias
1 pimento vermelho
3 tomates médios
2 dentes de alho
1 curgete média
azeite  q.b.
orégãos q.b.
tomilho q.b.

Temperar os lombos de bacalhau com um pouco de flor de sal, raspa e sumo de limão, pimenta preta e pimenta rosa moídas na hora.

Deixar repousar cerca de 15 minutos.

Pré-aquecer o forno a 180.º C.

Colocar os lombos de bacalhau num tabuleiro e temperar com coentros frescos picados e com um pouco de natas.

Levar ao forno cerca de 20 minutos ou até o bacalhau estar assado.

Quinoa

Num tacho, colocar a quinoa e cobrir com 4 chávenas de água (o dobro da quantidade de quiona utilizada).

Temperar com flor de sal e deixar levantar fervura.

Baixar o lume e deixar cozinhar, cerca de 15 minutos, em lume brando.

Retirar do lume e deixar a quinoa tapada mais 5 minutos para acabar de cozinhar.

Descascar e cortar em pedaços a cebola, a cenoura, o pimento, os tomates, os dentes de alho e a curgete.

Na wok, colocar um fio de azeite e deixar aquecer.

Adicionar todos os legumes partidos e temperar com flor de sal, orégãos e tomilho fresco.

Deixar cozinhar lentamente durante, aproximadamente 10 minutos, e retirar do lume assim que os legumes estiverem cozinhados mas ainda crocantes.

Adicionar os legumes salteados à quinoa já cozida e misturar bem.

Servir os lombos de bacalhau acompanhados com a quinoa e acompanhar com um bom vinho branco fresco.






quinta-feira, 9 de julho de 2015

Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa

Foi hoje publicada, no Diário da República, a Resolução n.º 83/2015 da Assembleia da República que institui o último domingo de maio como "Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa".

Um ato simbólico que nos faz recordar o quão importante são as nossas origens, hoje em termos gastronómicos!



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Que qualidade de cebola devemos utilizar para confecionar cada prato?

Desengane-se quem pensa que as cebolas são todas iguais!

Para cada prato, há uma qualidade de cebola mais adequada.

Deparei-me com esta imagem partilhada pelo blog Dicas da Lea e não resisti em partilhar também!

Aqui ficam todas as dicas sobre as utilizações mais comuns das várias qualidades de cebola!

Cebola doce: boa para fritar. É especialmente indicada para fazer gratinados e vegetais assados.

Cebola roxa: boa para comer crua. O sabor adocicado da cebola roxa faz com que seja a qualidade adequada para utilizar em saladas, sandes ou para fazer guacamole.

Há estudos que apontam a cebola roxa como sendo a qualidade de cebola mais saudável por possuir antocianinas ajudando a prevenir os valores elevados de colesterol e trigliceridos.

Cebola branca: boa para molhos e aperitivos. Esta qualidade de cebola tem um sabor muito intenso e, como tal, é especialmente indicada para fazer molhos, chutneys e refogados nos quais pretendamos sentir o aroma da cebola.

Cebola amarela: a cebola "tradicional" e mais versátil de todas! Tal como a cebola branca, a cebola amarela tem um sabor muito intenso e ácido sendo especialmente indicada para assados, refogados, molhos, sopas e ensopados. Pode ser utilizada crua, cozida, picada, em rodelas sempre que se pretenda acentuar o aroma da cebola.

Chalota: boa para compotas e pratos suaves. Esta é a qualidade de cebola com um sabor mais adocicado, mais suave e com baixo teor de acidez. É especialmente indicada para fazer vinagretes, guarnições e omeletes ou para qualquer prato elegante e requintado.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Mini-cheesecake de limão com coulis de frutos vermelhos

Quem tem a melhor Chef na família tem tudo!

A minha querida Tia (Tata) cozinha divinalmente! Desde muito cedo que tem sido uma inspiração para mim! 

Cada vez que tenho o privilégio de partilhar a cozinha com a Tata, tenho uma verdadeira aula de culinária, uns bons momentos de diversão e, acima de tudo, uma lição de amor e dedicação ao que realmente importa: a nossa família!

A minha tia também é adepta de receitas simples, de fácil execução, saudáveis e cheias de classe! Qualquer refeição preparada por ela é um verdadeiro prato gourmet, despretensioso, elegante e cheio de sabor!

Este fim-de-semana teve direito a magret de pato com gratinado de batata, consumê de ervilhas e espargos, delícia de manga, pêssego e laranja com merengue italiano, cheesecake de limão com coulis de frutos vermelhos e muitas outras delícias!

A ti, querida Tata, muito obrigada por teres o cuidado de me ensinar o que sabes, de partilhar comigo os novos "gadgets" culinários e, acima de tudo, pelo o amor de nos acolherem em vossa casa sempre de coração aberto (este não se agradece, apenas se retribui)!

Ingredientes 

Mini-cheesecake de limão
170 g de bolachas de manteiga
50 g de manteiga
1 folha de gelatina incolor
330 g de queijo fresco batido
80 g de açúcar
1 limão
1 ovo inteiro + 1 gema
5 g de farinha
40 ml de sumo de limão

Coulis de frutos vermelhos
125 g de framboesas
500 g de morangos
1 colher de chá de compota de morango com hortelã (ver receita aqui)
1 vagem de baunilha (para retirar as sementes)
1 lima (raspa)

Colocar as bolachas e a manteiga no liquidificador e triturar até obter uma mistura homogénea.

Pincelar as mini-formas de cheesecake com um pouco de manteiga derretida e reservar.

Distribuir a base de bolacha pelas várias mini formas e prensar bem a base de bolacha para que fique consistente.

Levar as mini-bases de bolacha  frigorífico enquanto preparamos o recheio.

Pré-aquecer o forno a 90.º C.

Demolhar a folha de gelatina em água fria.

Numa taça, bater o queijo fresco batido com  o açúcar.

Adicionar a  raspa do limão, o ovo inteiro e a gema, a farinha e bater bem até obter um creme homogéneo sem grumos.

Colocar o sumo de limão numa panela e levar a lume brando até ficar quente.

Dissolver a folha de gelatina no sumo de limão quente e adicionar, em fio, ao creme de queijo.

Retirar as mini formas com a base de bolacha do frigorífico e distribuir o creme de queijo por cima da base de bolacha.

Levar os mini-cheesecakes ao forno 30 minutos.

Retirar os mini-cheesecakes do forno e deixar arrefecer.

Colocar  no congelador durante 6 horas e retirar apenas 1 hora antes de servir deixando-os no frigorífico.

Coulis de frutos vermelhos

Colocar as framboesas numa taça e reduzir a puré com ajuda de um garfo.

Adicionar os morangos partidos em pedaços, a compota de morango e as sementes de baunilha.

Envolver a taça em película aderente e deixar marinar 1 hora.

Retirar os mini-cheesecakes do frigorífico e desenformar.

Decorar com coulis de frutos vermelhos a gosto e terminar com raspa de lima.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Os 9 meses dizem "Olá" ao peixe e ao ovo - a diversificação alimentar do bebé e o primeiro creme de salmão com espinafres

Os 9 meses são uma nova etapa na diversificação alimentar do bebé.

Depois da introdução dos sólidos aos 4 meses (ver, em detalhe, toda a informação sobre a diversificação alimentar aos 4 meses aqui ) e da introdução do glúten e dos iogurtes aos 6 meses (ver, em detalhe, toda a informação sobre a diversificação alimentar a partir dos 6 meses aqui), a partir de agora o FM vai comer peixe uma vez por dia e um (1) ovo por semana.

Na consulta dos 9 meses, a melhor pediatra do mundo e arredores, a querida P., deu luz verde ao peixe, ao ovo e às leguminosas (em bom rigor, as leguminosas seriam introduzidas aos 10 meses; contudo, como a P. disse "Se disser a um brasileiro que só dá feijão ao bebé aos 10 meses sou crucificada! Por isso, com cautela para ver se não há qualquer reação alimentar, podemos  começar a introduzir depois dos 6 meses." Assim o fui fazendo).

Aqui ficam todas as dicas alimentares resultantes da consulta dos 9 meses:

1. Peixe

Aos nove (9) meses, o bebé deve comer uma refeição com carne (almoço/jantar) e outra refeição com peixe (jantar/almoço) - aproximadamente 50 g de peixe ou 50 g de carne por dia.

O peixe deve ser (o mais) fresco (possível) podendo, sem problema, ser utilizado peixe congelado.

Peixe seco, fumado ou em conserva não é permitido na alimentação do bebé.

Se há 30 anos os nossos pais começavam a introdução do peixe com a pescada por ser, supostamente, o peixe que menos reação alérgica podia causar, hoje é considerado um dos peixes com maior potencial alergénico.

A introdução do peixe deve ser feita começando com salmão, depois o atum (fresco e não em conserva!), robalo, dourada, linguado e, apenas por fim, a maruca e a pescada.

2. Ovo

O ovo é servido ao bebé sempre na versão cozida.

Se há uns anos o ovo demorava 10 dias a ser introduzido, totalmente, na alimentação do bebé, atualmente a introdução do mesmo é mais célere.

A primeira parte do ovo a introduzir na alimentação é a gema por ter um risco alergénico menor.

Devemos começar por oferecer ao bebé 1/4 de gema bem cozida, esmagada, por dia e aumentar, progressivamente, até comer 1 gema cozida completa.

Caso o bebé não apresente qualquer reação alérgica, introduzimos a clara de ovo cozida esmagada.

Se o bebé não apresentar qualquer intolerância alimentar ao ovo, pode comer um (1) ovo cozido por semana.

3. Leguminosas

Teoricamente, as leguminosas (grão, feijão, feijão verde, favas, lentilhas, ervilhas - quer o grão, quer a vagem, etc) devem ser introduzidas a partir dos 10 meses.

Contudo, a partir dos 6 meses, podemos começar a introduzir as leguminosas, progressivamente.

Na verdade, aos 7 meses, fui inserindo feijão verde e ervilhas na sopa do FM e não houve qualquer problema.

Tal como os restantes alimentos, devemos ter o cuidado de introduzir um alimento novo de 2 em 2 dias para que consigamos perceber se existe alguma reação ao novo alimento.

A proporção de leguminosas a oferecer ao bebé é, aproximadamente, 1 colher de sopa de leguminosas por refeição.

4. Cálcio

Este último ponto não é, propriamente, uma novidade mas sim uma "atualização" na alimentação do FM.

O FM não faz a digestão do iogurte.

Experimentámos todas as marcas de iogurtes naturais feitos com leite de transição e a reação foi sempre a mesma: bolsou o iogurte "coalhado".

Como não é um bebé "amante" de leite e necessita de 250 mg de cálcio por dia, o leite que ingere não fornece a dose diária de cálcio necessária ao bom desenvolvimento.

Compenso com outros alimentos e com leite na papa do lanche: a papa de aveia que o FM come ao lanche (ver receita aqui) passou a ser feita com leite de transição e não apenas com água ou com sumo de laranja.

Contrariamente ao que muitas vezes pensamos, os lacticínios NÃO SÃO a única fonte de cálcio.

 Por isso, o facto de alguém não ingerir leite, iogurtes ou queijo não significa que tenha um défice deste mineral. Na verdade, há imensas fontes de cálcio. Vejam, a título de exemplo, a tabela que se segue:



Por fim, os brócolos e os espinafres são também uma ótima fonte de cálcio e, no nosso caso, passarão a ter uma presença ainda mais recorrente na sopa do bebé. 

Aqui fica a receita da primeira sopa de peixe do FM: creme de salmão com espinafres.

Ingredientes
1 batata média
1 cebola média
1 cenoura média
1 dente de alho
2 colher de sopa de folhas de espinafres biológicos
1 lombo de salmão sem espinhas (cerca de 100 g)
água q.b.  (ou a quantidade suficiente para que os legumes fiquem cobertos)
azeite q.b.

Colocar água num tacho e levar ao lume até ferver.

Descascar a batata, a cebola, a cebola e o dente de alho.

Lavar os legumes em água corrente e partir em pequenos pedaços.

Adicionar os legumes, o peixe e deixar cozer, em lume brando, durante 20 minutos.

Retirar do lume e triturar no liquidificador.

Antes de servir, adicionar um fio de azeite em cru.