sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Esparguete de curgete com ovo escalfado

Estou completamente fã do meu afia de legumes (spiralizer) (comprei aqui).

Com as diferentes lâminas do afia, conseguimos obter várias formas de legumes tornando a refeição menos monótona.

É também uma forma apelativa de apresentar os legumes facilitando a sua introdução na alimentação das crianças (e de adultos também!).

Acompanhei com um ovo escalfado - para relembrar as melhores dicas para cozinhar os melhores ovos escalfados ver aqui - e, num tempo flash de 10 minutos, preparei, integralmente, uma refeição super saudável e saborosa.

Ingredientes
2 curgetes médias
água q.b.
sal q.b.
2 ovos médios biológicos
vinagre de vinho tinto q.b.
flor de sal q.b.
mistura de pimentas q.b.

Lavar bem as curgetes e retirar o talo a cada uma.

Com ajuda de um afia de legumes (spiralizer), "afiar" a curgete em lâminas como se fosse um lápis.

Cobrir 2/3 de um tacho com água e levar a lume alto até ferver.

Adicionar sal  e escaldar a curgete laminada durante 40-60 segundos.

Ovos escalfados

Cobrir 2/3 de um tacho com água e levar a lume alto até ferver.

Adicionar o vinagre de vinho e, com ajuda de um vara de arames, criar um remoinho na água fazendo movimentos circulares.

Adicionar o ovo no centro do remoinho e deixar cozinhar, em lume brando, durante 2 a 3 minutos.

Com ajuda de uma escumadeira, retirar o ovo da água e colocar em cima de papel de cozinha para retirar o excesso de água.

Repetir, novamente, o processo.

Montagem

Colocar o ovo em cima do esparguete de curgete.

Antes de servir, temperar com flor de sal, um fio de azeite e com a mistura de pimentas moídas na hora.




quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Muffins de framboesa e canela

Para os fãs de framboesa, esta receita super leve e saudável é imperdível!

Uma receita de muffins vegan, sem ovo nem leite de vaca. 

O resultado final é divinal: muffins leves, super fofos e mesmo muito deliciosos! 

Uma boa opção para  acompanhar um chá ao final da noite ou para reconfortar a alma durante o dia de trabalho.

É também uma solução saudável e prática para o lanche dos miúdos que as mães podem colocar nas lancheiras.

Ingredientes
100 g de farinha integral
125 g de farinha sem fermento
100 g de açúcar
1 colher de chá de bicabornato de sódio
3 colheres de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher de chá de canela em pó
raspa de 1 laranja
1 vagem de baunilha
225 ml de bebida de aveia
50 ml de óleo de girassol
150 g de framboesas frescas
12 formas de queques em papel

Pré-aquecer o forno a 200.º C.

Colocar as formas de papel dentro das formas de muffins/queques.

Numa taça, misturar as farinhas, o açúcar, o bicarbonato de sódio, o fermento, o sal, a canela, a raspa da laranja e as sementes de baunilha.

Noutra taça, misturar a bebida de aveia e o óleo de girassol.

Adicionar aos elementos secos e envolver bem com uma vara de arames.

Adicionar as framboesas, delicadamente, à massa.

Dividir a massa pelas formas enchendo cada forma até 3/4.

Levar ao forno cerca de 20 minutos ou até estarem dourados e o teste do palito sair seco.

Retirar do forno e deixar arrefecer, totalmente, em cima de uma grelha.

(QSF, framboesas, setembro 2015)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Fermento em pó ou bicarbonato de sódio? As principais dicas sobre levedantes

Hoje vamos fazer magia na cozinha!!

Apesar de já ter falado das principais dicas para obter os bolos perfeitos aqui, em conversa com umas amigas percebi que fazia falta uma explicação sobre levedantes. A pergunta que se impõe é simples:

"Para que os nossos bolos cresçam, devemos utilizar fermento em pó, bicarbonato de sódio ou os dois?"

Vamos descortinar quais as diferenças entre os levedantes comuns.

1. Fermento em pó ou bicabornato de sódio: o que são?

Quer o fermento em pó, quer o bicabornato de sódio são dois produtos químicos utilizados na confeção de bolos, queques, muffins ou biscoitos permitindo que a massa cresça e fique mais leve.

O bicabornato de sódio é um levedante químico. Assim que entra em contacto com algum ácido líquido (iogurte, limão, vinagre, leite etc) liberta, de imediato, dióxido de carbono fazendo com que a massa comece logo a crescer.

Apesar de também libertar um elemento com um sabor desagradável, este será neutralizado pelo ácido que também é libertado. Como tal, é, por regra, utilizado juntamente com outros elementos ácidos (limão, leite, cacau) para permitir a neutralização.

O fermento em pó é um fermento químico composto por uma mistura de bicabornato de sódio, um elemento  ácido (por regra, creme tártaro) e amido. O amido vai absorver a humidade do ar mantendo o bicabornato de sódio e os elementos ácidos separados e secos evitando que o bicarbonato de sódio reaja com o ácido contido na fórmula.

O processo de reação do fermento em pó é "bifásico": numa primeira fase, o bicarbonato de sódio entra em ação; numa segunda fase - por volta dos 60.º C - entrarão em ação os restantes elementos que o integram tornado este processo mais moroso.

O fermento em pó só atinge o seu potencial assim que entra em contacto com o calor do forno. É, por isso, de extrema importância colocar o bolo no forno apenas quando este já está quente (com a temperatura pretendida) e não utilizar ingredientes quentes aquando da confecção da massa (v.g. leite quente) que farão com que o fermento perca a eficácia. Assim, o fermento deve ser sempre o último (dos últimos) ingredientes a incorporar na massa.

2. Quando devemos utilizar cada um destes levedantes?

Por regra, utilizamos bicabornato de sódio em biscoitos, cupcakes, muffins e queques pois pretendemos um levedante que reaja num curto espaço de tempo.

Por sua vez, o fermento em pó é utilizado na confecção de bolos pois o seu tempo de reação é maior e, dado que o tempo de cozedura do bolo é maior, é este o levedante adequado.

Contudo, receitas com cacau em pó - que também é ácido - levam, por regra, os dois elementos, especialmente se for um queque, muffin dado que se pretende um tempo de cozedura mais curto .

3. Temos de respeitar, "à risca" as quantidades indicadas na receita?

SIM!

É da máxima importância respeitar as quantidades indicadas de fermento e/ou de bicarbonato de sódio para atingir bons resultados. 

Caso seja acrescentado fermento em pó em excesso, o bolo vai "baixar" em vez de crescer e ficar leve e fofo: ficará um bolo frágil pois a estrutura interior cresceu em desproporção com os restantes ingredientes e o bolo não conseguirá suportar a totalidade da massa.

Caso seja utilizada uma quantidade mais pequena de levedante, o bolo não irá crescer pois não tem quantidade de gás suficiente para que a massa possa crescer devidamente.

4. Devemos utilizar farinha com fermento ou farinha sem fermento e adicionar fermento em pó?

É sempre preferível utilizar farinha sem fermento e acrescentar, no final, o fermento em pó.

Tal como referido, se utilizamos farinha que já tem fermento incorporado, o fermento começa a reagir de imediato prejudicando o processo de fermentação caso a farinha não seja o último elemento a ser incorporado.

5. Qual a diferença entre o fermento em pó e o fermento de padeiro/biológico?

O fermento em pó e o fermento de padeiro são dois fermentos responsáveis pelo processo de fermentação das massas fazendo com que estas cresçam.

Ambos podem ser utilizados na confeção de pão/brioches mas a constituição e processo de fermentação de ambos é diferentes.

O fermento de padeiro (fermento biológico) é um micróbio vivo - levedura Saccharomyces cerevisae - responsável pelo crescimento da massa do pão. Este micróbio foi identificado, no século XIX, por Pasteur como sendo o elemento responsável pelo crescimento do pão.

O fermento de padeiro não pode ser utilizado numa massa que seja colocada, de imediato no forno pois a temperatura elevada do forno matará os microorganismos e a massa não crescerá. Como tal, sempre que utilizamos fermento de padeiro, há necessidade de a massa levedar, isto é, ser deixada a repousar no exterior por um período de tempo não inferior a  1 hora, antes de ser colocada no forno.

Assim que adicionarmos o fermento de padeiro à massa à temperatura ambiente, os microorganismos começam a entrar em ação e, alimentando-se dos açúcares presentes na farinha, irão conferir o sabor e textura do pão assim como, através da libertação de dióxido de carbono, permitir que a massa cresça. Quando o fermento começa a libertar o dióxido de carbono, a massa vai expandindo o seu volume e, como tal, aumentando. É, por isso, o fermento ideal para a confeção de pão, brioches, coroas de fruto/chocolate e de toda a padaria "francesa".

Por sua vez, o fermento de padeiro NÃO PODE ser batido (nem à mão, nem numa batedeira) sob pena de matarmos as leveduras presentes no mesmo e, assim, impedir que a massa cresça.

O fermento de padeiro deve ser guardado no frigorífico ou num local fresco (com uma temperatura entre 1.º C e 8.º C) até ao momento em que será utilizado.

A forma adequada de utilização do fermento de padeiro é a dissolução do mesmo em metade da água a utilizar na receita adicionando-o, de seguida, na massa até ficar devidamente incorporado.

Contrariamente ao fermento de padeiro, o fermento em pó é um fermento químico que não possui leveduras. Tal como referi inicialmente, o fermento em pó permitirá que a massa cresça assim que esta for colocada no forno e, entrando em contacto com o calor, produza dióxido de carbono que, expandindo-se, aumentará o volume da massa. É o fermento indicado para a confeção de bolos e bolachas.

Enquanto o processo de fermentação do fermento em pó acontece após a introdução da massa no forno, o processo de fermentação utilizando fermento de padeiro inicia-se antes da massa ser colocada no forno. Como tal, a massa tem de descansar para levedar no exterior antes de ser introduzida no forno.

Contrariamente ao fermento de padeiro, o fermento em pó não deve ser guardado num ambiente frio mas sim num ambiente seco e sem humidade.

5. Como sabemos se o fermento em pó ainda está dentro da validade/apto a ser utilizado?

Contrariamente ao bicarbonato de sódio que tem uma validade, praticamente, indeterminada, o fermento (em pó e de padeiro/biológico) tem um prazo de validade relativamente curto (alguns meses).

Para sabermos se o fermento ainda está apto a ser utilizado basta aquecer um copo com água e dissolver uma colher de chá de fermento. Se a água não começar a borbulhar, significa que o fermento perdeu as suas qualidades e, como tal, não deverá ser utilizado na confecção do bolo.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Figos pingo mel grelhados com queijo chèvre e molho de mel com alecrim

Uma das entradas que é presença assídua cá em casa nesta época do ano é figo pingo mel grelhado com queijo de cabra e mel.

Na passada sexta-feira, foi uma das sugestões que cozinhei, ao vivo, no Festival de Marisco de Setúbal.

Sem dúvida, uma entrada super rápida, deliciosa e muito, muito elegante!

Em menos de 5 minutos conseguimos preparar uma entrada simples mas que deslumbra qualquer convidado!

Aproveitei os meus figos no seu esplendor e, juntando um bom queijo de cabra e um toque de mel com alecrim, consegui surpreender o público que ainda não conhecia esta entrada maravilhosa.

A utilização de figos e de mel biológicos faz mesmo toda a diferença!

Se tiverem oportunidade, comprem mel diretamente ao produtor: um mel com um sabor incrível  - o verdadeiro mel - que não é possível encontrar no "mel industrial", por mais gourmet que tente ser...

Ingredientes
10 figos pingo mel frescos
1 colher de azeite
2 colheres de sopa de mel de rosmaninho
1 ramo de alecrim 
180 g de queijo chèvre Palhais

Lavar bem os figos e partir em metades.

Numa taça, misturar o azeite com o mel e alecrim picado.

Colocar uma frigideira antiaderente ao lume e deixar aquecer muito bem.

Colocar as metades dos figos, com a polpa virada para baixo, e deixar grelhar durante 1 minuto ou até estarem dourados.

Distribuir os figos numa tábua para servir, com a polpa virada para cima.

Adicionar uma fatia de queijo chèvre em cada metade de figo ainda quente.

Terminar com um fio de molho de mel e com alecrim fresco picado na hora.

Servir de imediato.



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Marisco no Largo - Setúbal e um showcooking com receitas para descomplicar

Na passada sexta-feira, dia 21 de agosto, tive o privilégio de "liderar" o showcooking do festival "Marisco no Largo", em Setúbal.

Sob a temática  "Vamos descomplicar", lancei o desafio de, numa (1) hora, apresentar uma sugestão de prato, entrada e sobremesa.

A ideia era demonstrar que é possível, em "pouco tempo", preparar integralmente uma refeição. As sugestões foram as seguintes:

1. Entrada (Figos pingo mel grelhados com queijo chèvre e molho de mel e alecrim);

2. Prato principal (Lasanha caseira de peixe com legumes) e

3. Sobremesa (Espetadas de alecrim com morangos e pêssegos caramelizados e molho de queijo fresco com raspa de laranja moscatel).

Por sua vez, tentei desmistificar a "alegada complexidade" da lasanha - no caso, uma lasanha de peixe - tendo feito o próprio molho branco e, apenas por uma questão de "logística", não fiz a minha própria massa fresca!

Além do peixe, privilegiei a utilização de produtos de qualidade da região na confecção de todas as sugestões.

Um obrigado à Belong pelos legumes biológicos que utilizei na confecção da lasanha e pelos morangos e pêssegos biológicos utilizados na sobremesa.

Obrigada Palhais pelos queijos de cabra e pelo queijo fresco, produtos utilizados nas três sugestões.

Deixo aqui um obrigada ao Marisco no Largo pelo convite e por me ter proporcionado uma noite de sexta-feira bem divertida! Sem dúvida, um evento de destaque na cidade de Setúbal que vale a pena visitar!

A receita da lasanha já se encontrava no blog (ver aqui); as receitas dos figos pingo mel grelhados com queijo chèvre e molho de mel e alecrim e das Espetadas de alecrim com morangos e pêssegos caramelizados e molho de queijo fresco com raspa de laranja moscatel serão disponibilizadas em breve!

Um obrigada aos meus queridos amigos Cristina e Ivo pela reportagem fotográfica do evento! 

E um grande beijo para a minha "claque",  presença assídua em todos os momentos!









domingo, 23 de agosto de 2015

Espetadas de alecrim com morangos e pêssegos caramelizados e DIP de queijo fresco com laranja moscatel

Quem quiser uma sobremesa deliciosa, elegante e saudável não pode perder esta sugestão!

Há uns meses, vi umas espetadas de morango caramelizado feitas pelo Jamie Oliver e fiquei, absolutamente, apaixonada!

Decidi aproveitar o showcooking para fazer uma "variação" de tão maravilhosas espetadas e o resultado final  - assim como o feedback - não podia ter sido mais positivo.

Como estamos em plena época de morangos e pêssegos, esta é a altura ideal para fazer esta sobremesa.

Para acompanhar, um molho cremoso de queijo fresco perfumado com raspa de laranja moscatel. Simples, elegante e absolutamente divinal!

Um obrigado à Belong pelos morangos e pêssegos biológicos para esta sobremesa e à Palhais pelo queijo fresco!

Ingredientes
250 g de morangos
4 pêssegos biológicos
6 ramos de alecrim
100 g de queijo fresco cool light Palhais
2 iogurtes gregos naturais
1 colher de sopa de açúcar
1 laranja moscatel
200 ml de água
120 g de açúcar

Lavar bem os morangos e retirar o pé a cada um.

Descascar os pêssegos e partir em quartos.

Lavar os ramos de alecrim e dividir os morangos e os pedaços de pêssegos por cada ramo de alecrim.

Numa taça, colocar o queijo fresco, os iogurtes naturais, uma colher de açúcar, a raspa de laranja e misturar tudo muito bem.

Levar ao frigorífico até ficar um molho bem fresco.

Num tacho, colocar a água e 120 g de açúcar e levar a lume brando durante 15 minutos ou até obter o ponto caramelo (para verificar os pontos de açúcar, ver aqui).

Passar cada espetada de fruta pelo caramelo e distribuir por uma tábua/prato para servir.

Acompanhar com o molho de queijo fresco.





sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Gelado de iogurte natural perfumado com limão e framboesas frescas

É oficial: as minhas framboesas estão mais bonitas que nunca!

Adoro framboesas frescas, especialmente quando posso colher as minhas próprias framboesas e fazer a prova logo no momento!

Com um bom gelado "base" (gelado de iogurte natural ou gelado de natas frescas) podemos fazer uma sobremesa fabulosa adicionando framboesas frescas!

A receita base do gelado é da Rita Nascimento, uma doce de chef , tendo apenas acrescentado raspa de limão!

Para que não haja qualquer dúvida em relação às framboesas: tenho duas qualidades de framboesas no pomar (framboesas vermelhas e framboesas amarelas).

As framboesas amarelas que utilizei estão maduras, "no ponto" para consumir! Desengane-se quem ache que seriam framboesas "verdes" que deviam estar a maturar!

Ingredientes
200 ml de leite gordo
40 g de leite gordo em pó
200 ml de natas frescas
100 g de açúcar
raspa de 1 limão biológico
4 iogurtes naturais light sem açúcar
framboesas frescas biológicas q.b.

Numa taça, misturar o leite, o leite em pó, as natas frescas, o açúcar, a raspa de limão e os iogurtes naturais.

Colocar o preparado no ice cream maker e bater durante 35-40 minutos a uma velocidade baixa ou até o gelado ficar com o dobro do volume e consistente.

Levar ao congelador pelo menos 2 horas antes de servir.

Antes de servir, adicionar framboesas biológicas a gosto.


(QSF, setembro de 2015, framboesas amarelas biológicas)

(QSF, setembro de 2015, framboesas amarelas biológicas)