sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bolachas para bebés: bolachas de aveia perfumadas com laranja, sem glúten, sem lactose e sem açúcar

Quem tem bebés sabe o quão doloroso pode ser o nascimento dos primeiros dentes.

Já tinha partilhado aqui as dicas para ajudar a aliviar o desconforto causado pelo nascimento dos primeiros dentes. Contudo, reconheço que não há nada mais reconfortante que o colo e mimo da mãe e do pai...

Se há bebés que apenas sentem um pequeno incómodo, outros ficam desesperados com a dor causada. Por aqui, não têm sido dias fáceis pois o FM, a 1 semana de completar o 1.º ano de vida, está especialmente incomodado com o nascimento do 5.º dente.

Por isso, para compensar, mimei o pequeno príncipe e fiz as bolachas que adora!

Depois do sucesso destas bolachas de aveia, decidi transformar a receita em bolachas que o bebé pudesse comer: bolachas dos 3 "S": sem glúten, sem lactose e sem açúcar.

Substituí o ovo e a manteiga por duas bananas bem maduras e utilizei flocos de aveia sem glúten.

Se quiserem saber quais as várias opções sobre substitutos culinários, leiam esta publicação que escrevi em fevereiro de 2014.

O resultado é maravilhoso: bolachas deliciosas - para pais e filhos - com a vantagem de serem saudáveis!

São uma excelente forma para ajudar a acalmar o desconforto causado pelo nascimento dos primeiros dentes pois a textura da aveia ajuda a massajar a zona mais incómoda.

Ingredientes
300 g de flocos de aveia (sem glúten)
2 bananas da Madeira bem maduras
raspa de 1 laranja moscatel

Pré-aquecer o forno a 180.º C.

Forrar um tabuleiro com papel vegetal e reservar.

Colocar os flocos de aveia num moinho e reduzir a farinha.

Descascar as bananas e partir em pequenos pedaços.

Com ajuda de um garfo, esmagar os pedaços de banana e envolver na farinha de aveia.

Adicionar a raspa da laranja e envolver ao preparado anterior até obter uma massa homogénea.

Moldar pequenos retângulos achatados - para que o bebé consiga segurar na bolacha facilmente - e levar ao forno 15 minutos ou até as bolachas estarem douradas.

Deixar arrefecer, completamente, em cima de uma grelha.







segunda-feira, 14 de setembro de 2015

One pan pasta - a massa divinal feita em 9 minutos!

Quem ainda não experimentou a receita de one pan pasta da Martha Stewart não sabe o que está a perder!

Uma receita muito simples e saudável, especialmente amiga de quem tem pouco tempo/paciência para cozinhar.

Uma ótima sugestão para aproveitar o tomate de época e fazer as delícias lá de casa!

Ingredientes
250 g de tomate cherry
1 chalota
4 dentes de alho
350 g esparguete
4,5 chávenas de água fervida
2 ramos de manjericão
1/2 malagueta
2 colheres de sopa de azeite
sal q.b.
pimenta preta q.b.
parmesão ralado q.b.

Lavar bem os tomates e cortar cada fruto ao meio.

Descascar a chalota e os dentes de alho e fatiar finamente.

Colocar o esparguete inteiro numa panela grande e cobrir com água fervida.

Adicionar o tomate partido, a cebola e os dentes de alho,  manjericão,  a malagueta, azeite e sal a gosto e levar ao lume até ferver novamente.

Deixar cozinhar, em lume brando, durante 9 minutos até a massa estar al dente.

Retirar o excesso de água e retificar o tempero.

Antes de servir, temperar com pimenta preta moída na hora, parmesão ralado e folhas de manjericão a gosto.



quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Verrine de figos pingo mel perfumada com tomilho limão

Para terminar a época de figos, partilho uma receita que fez sucesso este ano.

A combinação figos, queijo, mel, limão, tomilho e amêndoas torradas fazem desta sobremesa um verdadeiro manjar dos deuses.

O melhor? A facilidade e rapidez de execução da mesma!!!!! É um bom SOS quando temos visitas sem contar ou quando queremos fazer uma sobremesa de última hora.

Sem dúvida, mais uma (valiosa) sugestão para aproveitar os figos que têm abundado cá por casa!

Ingredientes 
amêndoas laminadas q.b.
250 g de mascarpone
tomilho limão biológico fresco q.b.
raspa de 1 limão biológico
5 figos pingo mel biológicos
mel biológico q.b.

Aquecer uma frigideira anti-aderente.

Colocar as amêndoas laminadas e deixar torrar durante breves minutos mexendo sempre, com cuidado, para não deixar queimar.

Colocar o mascarpone numa taça e bater ligeiramente com uma vara de arames.

Picar o tomilho limão e adicionar ao mascarpone batido, juntamente com a raspa do limão.

Dividir o creme de mascarpone pelos vários copos.

Adicionar um fio de mel em cada copo, duas metades de figos, tomilho limão fresco.

Terminar com amêndoas laminadas torradas e um fio de mel.


domingo, 6 de setembro de 2015

Doce setembro

Porque muitas vezes esquecemo-nos que a fruta ao natural é a melhor sobremesa!

Porque setembro é um mês doce e um mês muito especial para nós!

Bom fim-de-semana!


 (Romãs - QSF - 6 de setembro de 2015)
(Romãs - QSF - 6 de setembro de 2015)

(Vinha - QSF - 6 de setembro de 2015)

(Uva branca - QSF - 6 de setembro de 2015)


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Esparguete de curgete com ovo escalfado

Estou completamente fã do meu afia de legumes (spiralizer) (comprei aqui).

Com as diferentes lâminas do afia, conseguimos obter várias formas de legumes tornando a refeição menos monótona.

É também uma forma apelativa de apresentar os legumes facilitando a sua introdução na alimentação das crianças (e de adultos também!).

Acompanhei com um ovo escalfado - para relembrar as melhores dicas para cozinhar os melhores ovos escalfados ver aqui - e, num tempo flash de 10 minutos, preparei, integralmente, uma refeição super saudável e saborosa.

Ingredientes
2 curgetes médias
água q.b.
sal q.b.
2 ovos médios biológicos
vinagre de vinho tinto q.b.
flor de sal q.b.
mistura de pimentas q.b.

Lavar bem as curgetes e retirar o talo a cada uma.

Com ajuda de um afia de legumes (spiralizer), "afiar" a curgete em lâminas como se fosse um lápis.

Cobrir 2/3 de um tacho com água e levar a lume alto até ferver.

Adicionar sal  e escaldar a curgete laminada durante 40-60 segundos.

Ovos escalfados

Cobrir 2/3 de um tacho com água e levar a lume alto até ferver.

Adicionar o vinagre de vinho e, com ajuda de um vara de arames, criar um remoinho na água fazendo movimentos circulares.

Adicionar o ovo no centro do remoinho e deixar cozinhar, em lume brando, durante 2 a 3 minutos.

Com ajuda de uma escumadeira, retirar o ovo da água e colocar em cima de papel de cozinha para retirar o excesso de água.

Repetir, novamente, o processo.

Montagem

Colocar o ovo em cima do esparguete de curgete.

Antes de servir, temperar com flor de sal, um fio de azeite e com a mistura de pimentas moídas na hora.




quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Muffins de framboesa e canela

Para os fãs de framboesa, esta receita super leve e saudável é imperdível!

Uma receita de muffins vegan, sem ovo nem leite de vaca. 

O resultado final é divinal: muffins leves, super fofos e mesmo muito deliciosos! 

Uma boa opção para  acompanhar um chá ao final da noite ou para reconfortar a alma durante o dia de trabalho.

É também uma solução saudável e prática para o lanche dos miúdos que as mães podem colocar nas lancheiras.

Ingredientes
100 g de farinha integral
125 g de farinha sem fermento
100 g de açúcar
1 colher de chá de bicabornato de sódio
3 colheres de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher de chá de canela em pó
raspa de 1 laranja
1 vagem de baunilha
225 ml de bebida de aveia
50 ml de óleo de girassol
150 g de framboesas frescas
12 formas de queques em papel

Pré-aquecer o forno a 200.º C.

Colocar as formas de papel dentro das formas de muffins/queques.

Numa taça, misturar as farinhas, o açúcar, o bicarbonato de sódio, o fermento, o sal, a canela, a raspa da laranja e as sementes de baunilha.

Noutra taça, misturar a bebida de aveia e o óleo de girassol.

Adicionar aos elementos secos e envolver bem com uma vara de arames.

Adicionar as framboesas, delicadamente, à massa.

Dividir a massa pelas formas enchendo cada forma até 3/4.

Levar ao forno cerca de 20 minutos ou até estarem dourados e o teste do palito sair seco.

Retirar do forno e deixar arrefecer, totalmente, em cima de uma grelha.

(QSF, framboesas, setembro 2015)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Fermento em pó ou bicarbonato de sódio? As principais dicas sobre levedantes

Hoje vamos fazer magia na cozinha!!

Apesar de já ter falado das principais dicas para obter os bolos perfeitos aqui, em conversa com umas amigas percebi que fazia falta uma explicação sobre levedantes. A pergunta que se impõe é simples:

"Para que os nossos bolos cresçam, devemos utilizar fermento em pó, bicarbonato de sódio ou os dois?"

Vamos descortinar quais as diferenças entre os levedantes comuns.

1. Fermento em pó ou bicabornato de sódio: o que são?

Quer o fermento em pó, quer o bicabornato de sódio são dois produtos químicos utilizados na confeção de bolos, queques, muffins ou biscoitos permitindo que a massa cresça e fique mais leve.

O bicabornato de sódio é um levedante químico. Assim que entra em contacto com algum ácido líquido (iogurte, limão, vinagre, leite etc) liberta, de imediato, dióxido de carbono fazendo com que a massa comece logo a crescer.

Apesar de também libertar um elemento com um sabor desagradável, este será neutralizado pelo ácido que também é libertado. Como tal, é, por regra, utilizado juntamente com outros elementos ácidos (limão, leite, cacau) para permitir a neutralização.

O fermento em pó é um fermento químico composto por uma mistura de bicabornato de sódio, um elemento  ácido (por regra, creme tártaro) e amido. O amido vai absorver a humidade do ar mantendo o bicabornato de sódio e os elementos ácidos separados e secos evitando que o bicarbonato de sódio reaja com o ácido contido na fórmula.

O processo de reação do fermento em pó é "bifásico": numa primeira fase, o bicarbonato de sódio entra em ação; numa segunda fase - por volta dos 60.º C - entrarão em ação os restantes elementos que o integram tornado este processo mais moroso.

O fermento em pó só atinge o seu potencial assim que entra em contacto com o calor do forno. É, por isso, de extrema importância colocar o bolo no forno apenas quando este já está quente (com a temperatura pretendida) e não utilizar ingredientes quentes aquando da confecção da massa (v.g. leite quente) que farão com que o fermento perca a eficácia. Assim, o fermento deve ser sempre o último (dos últimos) ingredientes a incorporar na massa.

2. Quando devemos utilizar cada um destes levedantes?

Por regra, utilizamos bicabornato de sódio em biscoitos, cupcakes, muffins e queques pois pretendemos um levedante que reaja num curto espaço de tempo.

Por sua vez, o fermento em pó é utilizado na confecção de bolos pois o seu tempo de reação é maior e, dado que o tempo de cozedura do bolo é maior, é este o levedante adequado.

Contudo, receitas com cacau em pó - que também é ácido - levam, por regra, os dois elementos, especialmente se for um queque, muffin dado que se pretende um tempo de cozedura mais curto .

3. Temos de respeitar, "à risca" as quantidades indicadas na receita?

SIM!

É da máxima importância respeitar as quantidades indicadas de fermento e/ou de bicarbonato de sódio para atingir bons resultados. 

Caso seja acrescentado fermento em pó em excesso, o bolo vai "baixar" em vez de crescer e ficar leve e fofo: ficará um bolo frágil pois a estrutura interior cresceu em desproporção com os restantes ingredientes e o bolo não conseguirá suportar a totalidade da massa.

Caso seja utilizada uma quantidade mais pequena de levedante, o bolo não irá crescer pois não tem quantidade de gás suficiente para que a massa possa crescer devidamente.

4. Devemos utilizar farinha com fermento ou farinha sem fermento e adicionar fermento em pó?

É sempre preferível utilizar farinha sem fermento e acrescentar, no final, o fermento em pó.

Tal como referido, se utilizamos farinha que já tem fermento incorporado, o fermento começa a reagir de imediato prejudicando o processo de fermentação caso a farinha não seja o último elemento a ser incorporado.

5. Qual a diferença entre o fermento em pó e o fermento de padeiro/biológico?

O fermento em pó e o fermento de padeiro são dois fermentos responsáveis pelo processo de fermentação das massas fazendo com que estas cresçam.

Ambos podem ser utilizados na confeção de pão/brioches mas a constituição e processo de fermentação de ambos é diferentes.

O fermento de padeiro (fermento biológico) é um micróbio vivo - levedura Saccharomyces cerevisae - responsável pelo crescimento da massa do pão. Este micróbio foi identificado, no século XIX, por Pasteur como sendo o elemento responsável pelo crescimento do pão.

O fermento de padeiro não pode ser utilizado numa massa que seja colocada, de imediato no forno pois a temperatura elevada do forno matará os microorganismos e a massa não crescerá. Como tal, sempre que utilizamos fermento de padeiro, há necessidade de a massa levedar, isto é, ser deixada a repousar no exterior por um período de tempo não inferior a  1 hora, antes de ser colocada no forno.

Assim que adicionarmos o fermento de padeiro à massa à temperatura ambiente, os microorganismos começam a entrar em ação e, alimentando-se dos açúcares presentes na farinha, irão conferir o sabor e textura do pão assim como, através da libertação de dióxido de carbono, permitir que a massa cresça. Quando o fermento começa a libertar o dióxido de carbono, a massa vai expandindo o seu volume e, como tal, aumentando. É, por isso, o fermento ideal para a confeção de pão, brioches, coroas de fruto/chocolate e de toda a padaria "francesa".

Por sua vez, o fermento de padeiro NÃO PODE ser batido (nem à mão, nem numa batedeira) sob pena de matarmos as leveduras presentes no mesmo e, assim, impedir que a massa cresça.

O fermento de padeiro deve ser guardado no frigorífico ou num local fresco (com uma temperatura entre 1.º C e 8.º C) até ao momento em que será utilizado.

A forma adequada de utilização do fermento de padeiro é a dissolução do mesmo em metade da água a utilizar na receita adicionando-o, de seguida, na massa até ficar devidamente incorporado.

Contrariamente ao fermento de padeiro, o fermento em pó é um fermento químico que não possui leveduras. Tal como referi inicialmente, o fermento em pó permitirá que a massa cresça assim que esta for colocada no forno e, entrando em contacto com o calor, produza dióxido de carbono que, expandindo-se, aumentará o volume da massa. É o fermento indicado para a confeção de bolos e bolachas.

Enquanto o processo de fermentação do fermento em pó acontece após a introdução da massa no forno, o processo de fermentação utilizando fermento de padeiro inicia-se antes da massa ser colocada no forno. Como tal, a massa tem de descansar para levedar no exterior antes de ser introduzida no forno.

Contrariamente ao fermento de padeiro, o fermento em pó não deve ser guardado num ambiente frio mas sim num ambiente seco e sem humidade.

5. Como sabemos se o fermento em pó ainda está dentro da validade/apto a ser utilizado?

Contrariamente ao bicarbonato de sódio que tem uma validade, praticamente, indeterminada, o fermento (em pó e de padeiro/biológico) tem um prazo de validade relativamente curto (alguns meses).

Para sabermos se o fermento ainda está apto a ser utilizado basta aquecer um copo com água e dissolver uma colher de chá de fermento. Se a água não começar a borbulhar, significa que o fermento perdeu as suas qualidades e, como tal, não deverá ser utilizado na confecção do bolo.